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ONG pede que Fifa barre candidatura de Infantino por limite de mandatos

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ONG pede que Fifa barre candidatura de Infantino por limite de mandatos

Uma ONG pediu à Fifa que declare Gianni Infantino inelegível para disputar a eleição presidencial do ano que vem, sob a alegação de que ele já estaria no terceiro e último mandato.

A solicitação foi feita pela FairSquare, organização sem fins lucrativos que diz atuar por uma governança mais democrática no esporte. De acordo com o The Athletic, o grupo enviou uma carta em 13 de agosto ao Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade da Fifa, pedindo que a entidade barre a recandidatura do dirigente.

Na carta, a FairSquare afirma que um novo registro de candidatura abriria caminho para um quarto mandato e estenderia a gestão até 2031. "Estamos escrevendo para solicitar que vocês declarem o sr. Infantino inelegível para concorrer novamente à Presidência da Fifa com base no fato de que ele já está cumprindo seu terceiro e último mandato. Uma decisão anterior do Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade de desconsiderar seu primeiro mandato viola claramente a letra e o propósito da regra estatutária da Fifa sobre limites de mandatos presidenciais", escreveu o grupo.

O ponto central da disputa é a interpretação do período entre 2016 e 2019. Em 2022, Infantino sustentou que o primeiro ciclo não deveria contar como mandato, por ter sido entendido como a conclusão do período interrompido de Sepp Blatter.

A FairSquare diz que essa leitura não tem base nas regras internas da entidade. "Nem os Estatutos da Fifa nem os Regulamentos de Governança da Fifa preveem que um mandato presidencial possa ser desconsiderado porque não durou o período máximo de quatro anos", afirmou.

O grupo também afirma que o texto do estatuto não abre exceções para mandatos mais curtos ou para o tipo de congresso que elegeu o presidente. "Os estatutos afirmam explicitamente que 'nenhuma pessoa pode servir como presidente por mais de três mandatos', sem fazer qualquer distinção quanto a esses mandatos. A letra da regra é clara e não prevê qualquer exceção com base na natureza completa ou incompleta do mandato, ou em relação ao tipo de congresso — ordinário ou extraordinário — em que a eleição ocorreu", escreveu.

A FairSquare diz ainda que a decisão citada por Infantino em 2022 não foi detalhada publicamente. Segundo o grupo, um relatório do Comitê de Governança, Auditoria e Conformidade entregue ao Conselho da Fifa nunca foi disponibilizado e a entidade compartilhou poucas informações sobre o tema.

A carta também aponta risco de uso político do calendário eleitoral dentro do Conselho da Fifa. "Diante dos vários abusos de poder do sr. Infantino e da falha do Conselho da Fifa em responsabilizá-lo, tal cenário é plausível", afirmou a FairSquare, ao argumentar que eleições antecipadas poderiam permitir que um presidente permanecesse no cargo por tempo indefinido.

O grupo afirma ainda que a composição e a liderança do comitê responsável por governança mudaram desde 2022. Por isso, pede que os atuais integrantes revisem o entendimento e declarem Infantino inelegível por considerar que uma nova candidatura violaria os Estatutos da Fifa.

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