OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
Para quem tem ações da Braskem (BRKM5) , a porta de saída finalmente ganhou data.
O problema é que, ao atravessá-la, o investidor não vai receber dinheiro .
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3 aprovaram o edital da oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações dos minoritários da petroquímica lançada pelo fundo Shine I FIP , assessorado pela IG4 Capital , gestora especializada em ativos estressados e empresas em dificuldades financeiras.
A realização da OPA também já tem data.
O leilão foi marcado para 16 de outubro de 2026 .
A operação formaliza o fim do controle da antiga Odebrecht, hoje Novonor, sobre a petroquímica e dá aos acionistas minoritários a oportunidade de entregar suas ações nas mesmas condições da venda do controle.
Só que há uma diferença importante na hora de fazer as contas: a moeda de troca são debêntures de uma holding em recuperação judicial .
Quem aderir à OPA trocará, portanto, ações negociadas em bolsa por créditos de valor econômico incerto, sujeitos aos planos de recuperação judicial da Novonor e da própria emissora e com vencimento que pode chegar a 2090 .
A OPA da Braskem A mudança de controle começou em abril, quando a Novonor assinou com o Shine I um contrato para vender as ações que representavam cerca de 50,1% do capital votante e 34,3% do capital total da Braskem .
Com a conclusão da operação, o Shine passou então a compartilhar o controle da Braskem com a Petrobras (PETR4) .
Agora, a mudança de controlador abre uma segunda etapa: a OPA destinada aos acionistas minoritários.
Essa regra faz parte do estatuto da petroquímica como uma forma de garantir a todos os acionistas o mesmo tratamento no caso de uma venda de controle.
Em geral, quando há uma transação desse tipo, o comprador paga um prêmio pelo controle, o que torna em geral a adesão à OPA vantajosa para os minoritários.
O problema é que a operação da Braskem se dá em condições bem peculiares.
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