Paquistão realizará negociações com Irã enquanto EUA preparam “Dia D econômico”
CAIRO/ISLAMABAD, 24 Ago (Reuters) – O chefe do Exército do Paquistão estava em Teerã nesta segunda-feira em uma missão de mediação, enquanto os Estados Unidos se preparavam para lançar “a maior ofensiva financeira de todos os tempos” contra os parceiros comerciais do Irã.
O Irã rejeitou a ameaça dos EUA, prometendo interromper todas as exportações de petróleo do Golfo “se a guerra econômica continuar”.
O país emitiu uma nova advertência aos navios para que não atravessassem o Estreito de Ormuz sem sua permissão, listando 45 embarcações que, segundo ele, teriam violado suas regras e ameaçando retaliar qualquer transferência de navio para navio envolvendo essas embarcações.
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“Ao amanhecer, começa um ‘Dia D’ econômico — a maior ofensiva financeira já mobilizada contra um adversário”, escreveu Bessent em um artigo de opinião publicado no Financial Times no domingo.
O chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, que construiu um relacionamento pessoal com o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou ao Irã na segunda-feira para conversações, informou a mídia iraniana.
O Paquistão disse que a visita faz parte de seus esforços “para promover a paz e a estabilidade regionais”, e uma fonte paquistanesa declarou que Munir deveria se reunir com pessoas próximas ao líder supremo do Irã.
Duas fontes paquistanesas afirmaram que Trump ligou para Munir na semana passada, e uma outra disse que o principal pedido era fazer com que o Irã voltasse às negociações.
A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
EUA e Irã não realizam ataques aéreos contra as forças armadas um do outro há semanas, mas suas últimas negociações oficiais presenciais para pôr fim ao conflito, que já dura seis meses, ocorreram em junho, e os ataques a embarcações no Estreito de Ormuz continuaram.
Um projétil atingiu um petroleiro a oeste da cidade portuária saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, na segunda-feira, causando um incêndio no convés principal, segundo informaram monitores de tráfego marítimo da Maritime Trade Operations, do Reino Unido.
Eles não revelaram quem teria lançado o projétil.
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