A segunda lição da China: cidades inteligentes não começam pelos carros
No país que abriga uma das maiores redes de trem de alta velocidade do mundo e de investimentos bilionários em inteligência artificial para o trânsito, o ponto de partida para discutir transporte urbano surpreende.
Em um curso sobre cidades inteligentes promovido pelo governo chinês, a principal diretriz apresentada pelos especialistas não envolveu carros autônomos nem algoritmos avançados, mas sim uma mudança de mentalidade: a tecnologia não é o ponto de partida.
Para os professores da formação, o foco da mobilidade precisa migrar do automóvel para as necessidades do cidadão.
Segundo o material apresentado durante o curso, a mobilidade inteligente é definida como um sistema centrado nas pessoas.
Ela integra sensores, redes de comunicação, big data e sistemas inteligentes de decisão para coordenar tanto os serviços de deslocamento quanto a gestão do trânsito.
O objetivo é tornar as viagens mais seguras, eficientes, sustentáveis e convenientes.
Essa mudança representa uma ruptura com o modelo tradicional de gestão urbana.
Em vez de concentrar esforços apenas na administração de ruas e veículos, a proposta passa a organizar todo o sistema de deslocamentos, incluindo transporte público, circulação de pedestres, logística urbana e operação da cidade.
O conceito apresentado pelos professores abrange desde os deslocamentos cotidianos da população até a governança do sistema de transportes e o funcionamento urbano integrado.
Para que esse modelo funcione, as vias também precisam mudar.
O curso explica que a infraestrutura rodoviária deixa de servir apenas como suporte físico para os veículos e passa a operar como uma infraestrutura digital.
Além de permitir a circulação, as estradas passam a coletar informações, comunicar-se com outros sistemas, processar dados e interagir com os veículos.
Continua após a publicidade Essa transformação inclui sensores instalados ao longo das vias, redes de comunicação, controle inteligente da sinalização, computação de bordo, monitoramento permanente das condições do tráfego e sistemas de informação para os usuários.
Segundo o material didático, essa infraestrutura é a base para viabilizar a coordenação entre veículos e vias, a condução autônoma e a gestão inteligente do trânsito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.