Governo Trump avalia impor Lei Magnitsky novamente contra Moraes, diz Financial Times
O governo dos Estados Unidos avalia a reimposição de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, segundo reportagem do Financial Times publicada neste domingo (16).
A discussão teria sido reativada após Moraes autorizar buscas policiais contra o blogueiro maranhense Luis Pablo Conceição Almeida em março de 2026, que desencadeou a falsa narrativa sobre quebra de sigilo de fonte.
As medidas cogitadas incluem congelamento de ativos nos EUA e proibição de negócios com cidadãos e empresas norte-americanas, instrumentos previstos na Lei Magnitsky .
Não é a primeira vez: os EUA já haviam sancionado Moraes em julho de 2025 e retirado as restrições em dezembro do mesmo ano.
SAIBA MAIS: Sigilo da fonte ou escudo para crime? De assassinato a monitoramento de Dino, a trama investigada por Moraes EUA avaliam reimpor sanções a Moraes O Financial Times noticiou neste domingo que o governo dos Estados Unidos discute a aplicação de novas sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do STF.
Segundo o jornal britânico, a reedição das restrições estaria em análise e teria voltado à pauta após a autorização, por Moraes, de buscas policiais contra o jornalista Luis Pablo Conceição Almeida, em março de 2026, que resultaram na narrativa sobre quebra de sigilo de fonte.
Entre as medidas mencionadas pelo Financial Times estão o congelamento de ativos detidos nos Estados Unidos e a proibição de que empresas e cidadãos norte-americanos façam negócios com os alvos das sanções.
O jornal cita fontes familiarizadas com o assunto, sem confirmação oficial do governo americano.
O STF, procurado pela Reuters, não comentou de imediato.
O caso do jornalista Luis Pablo e a quebra de sigilo A conexão entre a ameaça de sanções e o jornalismo investigativo é direta.
Luis Pablo Conceição Almeida publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de carros oficiais pelo ministro do STF Flávio Dino e por familiares dele no Maranhão.
Moraes, relator do caso no Supremo, sustenta que as informações foram obtidas e divulgadas de forma ilegal e que o conteúdo das reportagens indica o uso de algum mecanismo estatal para identificar e caracterizar os veículos, o que exporia a segurança de autoridades.
O jornalista nega todas as acusações.
Durante as investigações, as investigacões da PF chegaram Raimundo Cutrim, ex-secretário de Assuntos Legislativos do governo do Maranhão, que foi fonte do blogueiro.
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