Ataques cibernéticos miram consoles centrais de gerenciamento; entenda
Em vez de atacar equipamentos individuais, operações avançadas passaram a mirar os consoles centrais de gerenciamento capazes de controlar toda a infraestrutura de uma organização.
É o que aponta o relatório mensal de inteligência de ameaças cibernéticas da Danresa .
O levantamento cobre as principais ameaças registradas em julho de 2026.
Além da mudança no foco dos ataques, o relatório identificou vulnerabilidades críticas em plataformas corporativas amplamente utilizadas e campanhas de grupos de ameaças persistentes avançadas (APT) direcionadas a alvos brasileiros.
Consoles de gerenciamento como alvo Segundo o relatório, comprometer um console central de gerenciamento difere dos ataques tradicionais porque concede aos invasores acesso simultâneo a toda a infraestrutura administrada por aquele sistema.
O movimento elimina a necessidade de avanço lateral pela rede e amplia o impacto potencial da invasão.
Em julho, diversas plataformas globais de gerenciamento e segurança passaram a integrar cenários de exploração ativa.
Elas foram rapidamente incorporadas ao catálogo de vulnerabilidades exploradas da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA, na sigla em inglês).
“O principal aprendizado de julho é que os atacantes estão deixando de mirar apenas os endpoints e passando a concentrar esforços nos sistemas que administram toda a infraestrutura.
Quando um console de gerenciamento é comprometido, o impacto potencial deixa de ser localizado e passa a atingir toda a operação.
Isso reforça a necessidade de que esses ambientes sejam tratados como ativos de criticidade máxima dentro da estratégia de segurança das organizações”, afirma Daniel Porta , diretor de segurança da informação ( CISO ) da Danresa.
Leia mais: ANPD suspende transmissões ao vivo do Discord no Brasil Falhas críticas no Microsoft SharePoint O boletim apontou também vulnerabilidades críticas no Microsoft SharePoint Server .
A exploração dessas falhas permitia a extração das chaves criptográficas responsáveis pela autenticação da plataforma por meio de uma única requisição; o que possibilitava a falsificação permanente de tokens de qualquer usuário.
Nesse cenário, a simples aplicação dos patches disponibilizados pelo fabricante não é suficiente para a recuperação segura do ambiente.
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