Futuro Nacional, partido de ultradireita, quer atrair italianos do Brasil
O partido Futuro Nacional (FN), liderado pelo general de ultradireita Roberto Vannacci, divulgou esta semana um programa eleitoral na Itália que propõe incentivos para atrair cidadãos residentes no exterior, com menção explícita ao Brasil.
A legenda, que faz oposição ao governo da premiê Giorgia Meloni e está em ascensão nas pesquisas, prepara-se para as eleições legislativas do ano que vem.
O documento detalha uma série de medidas para fomentar o retorno de italianos à pátria, ao mesmo tempo em que estabelece novas e rigorosas condições para a concessão de cidadania a imigrantes.
O partido Futuro Nacional (FN) da Itália propõe incentivos fiscais para o retorno de italianos em idade produtiva que vivem no exterior, citando Brasil, Venezuela e Argentina.
O programa eleitoral endurece as regras para imigrantes, aumentando o prazo de residência para 20 anos e rejeitando o “jus soli”, princípio do direito de solo.
Liderado pelo general Roberto Vannacci, o FN, fundado em 2026, é a quinta força política mais popular da Itália e representa uma ameaça para a coalizão governista de Giorgia Meloni.
Futuro Nacional e a pauta migratória Um dos pilares da plataforma do Futuro Nacional é a questão migratória.
O partido delineia propostas para dificultar o acesso à cidadania por parte de imigrantes, incluindo o aumento do prazo de residência na Itália de 10 para 20 anos.
Além disso, exige-se um conhecimento avançado de italiano e uma “declaração formal” de aceitação dos “princípios da civilização grega, romana e cristã”.
A legenda rejeita categoricamente o princípio do “jus soli”, que reconhece a cidadania a filhos de imigrantes nascidos na Itália.
O FN busca implementar políticas para reduzir a presença de estrangeiros no país, mesmo aqueles que já estão regularizados.
Em contrapartida, o partido advoga por “incentivos fiscais para o retorno dos italianos em idade produtiva que estão no exterior”.
O documento menciona explicitamente a diáspora italiana.
“Basta pensar nos tantos cidadãos italianos que vivem na Venezuela, no Brasil, na Argentina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.