Libéria recebe imigrantes deportados pelos Estados Unidos
A Libéria é um depósito de descartes dos Estados Unidos — ou um lugar onde uma nova geração de recém-chegados pode construir uma vida nova? Essa é a pergunta que os liberianos fazem a si mesmos após a chegada à capital, Monróvia, das primeiras pessoas deportadas dos Estados Unidos para o país da África Ocidental.
As 20 pessoas que vieram no voo da Louisiana foram as primeiras a ser enviadas sob um acordo que pode resultar na transferência de até 1.200 pessoas para a Libéria, um país com menos de 6 milhões de habitantes, muitos deles descendentes de negros americanos que foram escravizados.
Leia Mais Erdogan diz que Turquia continuará ajudando vizinhos após ataques de Israel EUA avaliam processar agente do ICE acusado de atirar em imigrante Pais devem impedir que filhos empinem pipas em Gaza, diz alerta Autoridades de Monróvia informaram que os recém-chegados eram provenientes de “países da África e do hemisfério ocidental”.
A Libéria é um dos vários países que concordaram em receber migrantes deportados por Washington no âmbito da política de repressão à imigração do governo Trump.
Essas pessoas chegam a uma nação cuja história está profundamente ligada à migração vinda dos EUA.
Há quase dois séculos, negros americanos livres e ex-escravizados atravessaram o Atlântico para se estabelecer no que viria a ser a Libéria — nome que significa “terra dos livres”.
Agora, um país moldado em parte por essa migração está acolhendo pessoas que os EUA querem remover.
Para os liberianos, isso despertou sentimentos contraditórios em um país que ainda se recupera de uma longa e sangrenta guerra civil.
“Este país está passando por muita coisa e, com a chegada de mais gente… será que damos conta de tudo isso?”, disse Pheta Morris, de 48 anos, descendente dos negros americanos que se estabeleceram na Libéria.
No entanto, ela afirma ver os recém-chegados sob a ótica da história da Libéria e se impressiona com o contraste.
“Penso nos americo-liberianos — pessoas que foram rejeitadas onde estavam e precisavam de um lugar para ir, e a Libéria lhes abriu os braços”, disse ela.
“Naquela época, as pessoas precisavam de um lugar onde pudessem ser livres, aceitas e acolhidas.
Agora, pessoas estão sendo rejeitadas pelos EUA, e a Libéria está abrindo suas portas para elas.” A primeira transferência já enfrentou complicações.
A Reuters noticiou que cinco migrantes, que se recusaram a desembarcar após chegarem a Monróvia, foram levados de avião para a Guiné Equatorial, na África Central; lá, eles estão detidos juntamente com mais de 30 outros migrantes enviados anteriormente para o país por Washington.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.