sexta-feira, 14 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Política

TSE e USP testam urna eletrônica mais acessível

O Antagonista ·
TSE e USP testam urna eletrônica mais acessível

Parceria entre instituições busca alternativas ao teclado físico para ampliar autonomia de eleitores com deficiência

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Uma parceria entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Universidade de São Paulo (USP) estuda mudanças na interface das urnas eletrônicas para as eleições gerais deste ano.

O projeto reúne o Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC), da Escola Politécnica, e a Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design (FAU), com o objetivo de criar formas de votação que não dependam exclusivamente do teclado físico , hoje o principal obstáculo enfrentado por eleitores com deficiência.

Segundo a professora Lúcia Filgueiras, da Escola Politécnica e pesquisadora do LARC, a iniciativa integra o projeto Eleições do Futuro , mantido em conjunto com a Justiça Eleitoral.

Atualmente, pessoas com deficiência podem votar acompanhadas de alguém de confiança , que as auxilia inclusive na digitação — solução que, segundo ela, compromete o sigilo do voto.

“O problema é que isso fere a autonomia dessas pessoas. O ideal é que todo mundo tenha direito ao sigilo do voto” , afirmou Filgueiras. A partir desse diagnóstico, a equipe passou a investigar alternativas de interação com o equipamento , o que exigiu repensar a disposição das informações na tela — e motivou a entrada da FAU no projeto.

A colaboração com a faculdade se concretizou por meio de uma disciplina de design de interação e informação , comandada pelo professor Leandro Velloso, no fim do ano passado.

Cerca de 30 estudantes de graduação e três de pós-graduação, organizados em 12 equipes, participaram de uma competição baseada em design paralelo, método em que grupos distintos propõem soluções separadas para o mesmo problema.

“Surgem vários caminhos. Então, a gente consegue comparar propostas, identificar o ponto forte de uma e combinar as ideias” , explicou Filgueiras sobre a metodologia adotada. As equipes pesquisaram questões de acessibilidade e mapearam os fluxos de votação antes de desenvolver os protótipos submetidos à disputa.

Embora o foco inicial fosse preservar as características da urna tradicional , os estudantes ampliaram o escopo da pesquisa durante o processo. “Eles resolveram, cada um ao seu modo, essa questão da acessibilidade, mas também sugeriram outras melhorias que acabam beneficiando todo mundo” , disse Velloso.

Entre as propostas apresentadas estão ajustes na tipografia, nos elementos gráficos e na hierarquia das informações exibidas na tela.

As tecnologias assistivas ainda passam por testes para confirmar se atendem à abrangência de acessibilidade pretendida. Os beneficiados incluem, além de pessoas com deficiência, idosos, eleitores com dificuldades visuais e aqueles com pouca familiaridade com dispositivos digitais.

Ler a notícia completa no O Antagonista ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

Mais de O Antagonista

Ver tudo ›

Mais em Política

Ver tudo ›