Manaus tem melhora na qualidade do ar, mas ainda pode ser afetada por queimadas no Pará
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Após semanas encoberta pela fumaça de queimadas , Manaus apresentou melhora na qualidade do ar, com índices moderados de poluição, de acordo com dados da RedeAr, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). O alívio permitiu a retomada de aulas presenciais na capital.
A redução da fumaça reflete a queda nos números de focos de calor, após o governo federal enviar uma comitiva para o município, com aeronaves e brigadistas.
Dados do BD Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que houve redução dos focos de calor. No início de outubro, eram cerca de 1.200 registros. Agora, passaram para 250.
Com isso, o ar que registrou mais de 300 microgramas por metro cúbico (μ g/m³) de material particulado (PM 2.5) atingiu 38 μ g/m³ e o máximo de 63 μ g/m³ na manhã desta quarta-feira (28). O material particulado é uma mistura de pequenas partículas sólidas e líquidas presentes na fumaça de queimadas. Ele é considerado tóxico, porque entra na corrente sanguínea e pode comprometer vias respiratórias.
As aulas da rede municipal de ensino voltaram ao formato presencial nesta terça (27), depois de duas semanas. A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) voltou a abrir as portas após uma semana de suspensão das atividades.
"As queimadas tiveram pico principalmente no começo de outubro e isso contribuiu bastante para a péssima qualidade do ar. Mas agora esse número diminuiu muito. Ainda não está totalmente estabilizado, mas já não é um quadro crítico em relação às queimadas na região de Manaus", disse o pesquisador Filipe Arruda, do Ipam.
Apesar da redução das queimadas, a melhora na qualidade do ar não se repete em todas as cidades do estado. Em Iranduba, na região metropolitana, o ar chegou a 122 μ g/m³ de PM 2.5 na manhã desta quarta. Em Parintins, distante cerca de 370 km de Manaus, a qualidade do ar atingiu 150 μ g/m³ de PM 2.5, o que é considerado péssimo, de acordo com dados da RedeAr.
Samantha Lacerda, mestre em clima e ambiente pelo Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa), afirmou que agora há um movimento diferente na geografia do fogo. Os focos de calor estão aumentando em outras regiões da amazônia, especialmente no oeste paraense. Por isso, a fumaça no céu do Amazonas ainda deve persistir.
"O que reduziu nos últimos dias foi o número de focos de calor no Amazonas, conforme mostram os dados de outubro do satélite de referência. Entretanto, a qualidade do ar permanece comprometida em algumas regiões. As evidências das imagens de satélite e do modelo Hysplit job da Noaa [Administração Oceânica e Atmosférica Nacional] indicam que a péssima qualidade do ar em Manaus pode está relacionada ao deslocamento da fumaça do oeste do Pará para o Amazonas", disse ela.
O Pará registrou mais da metade das queimadas do país entre domingo (25) e segunda-feira (26) . Foram 937 focos de calor, dos 1.645 existentes no Brasil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.