Justiça ordena que presidente da Colômbia se desculpe por ato religioso durante a posse
Abelardo de la Espriella toma posse na Colômbia Um juiz da Colômbia ordenou que o presidente Abelardo de la Espriella peça desculpas por violar o princípio de Estado laico durante a cerimônia de posse, realizada em agosto e marcada pela participação de um rabino, um padre católico e um pastor evangélico. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A decisão, tomada em primeira instância, determina que o presidente faça o pedido de desculpas em 30 de setembro, em uma transmissão de rádio e televisão.
Segundo o juiz, De la Espriella deverá reconhecer que violou a "neutralidade religiosa do Estado", prevista na Constituição colombiana.
O presidente também terá de emitir uma diretriz para que funcionários públicos "respeitem e façam respeitar" a neutralidade religiosa em atos oficiais, segundo o documento ao qual a AFP teve acesso nesta quinta-feira (27).
De la Espriella tomou posse em 7 de agosto, em uma cerimônia em Cali.
Na programação oficial, uma das sessões foi chamada de "invocação e louvor".
O momento teve cânticos e orações, além de manifestações de apoio a Israel.
A cerimônia ocorreu diante de um altar com uma imagem da Virgem de Fátima e contou com a participação de representantes de três religiões: um rabino, um padre católico e um pastor evangélico.
A presença de líderes religiosos na posse foi considerada incompatível com o princípio de neutralidade religiosa do Estado, segundo a decisão judicial.
De ateu a religioso Abelardo De La Espriella presta continência após tomar posse como novo presidente do país durante a cerimônia de posse, em Cali, Colômbia, em 7 de agosto de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez De la Espriella faz referências frequentes a Deus.
Dias antes de assumir a Presidência, ele participou de um "retiro espiritual" com a mulher e integrantes do gabinete que havia escolhido.
Na ocasião, ele entregou uma Bíblia aos participantes.
Vídeos publicados nas redes sociais também mostram o presidente ajoelhado e rezando.
No passado, o advogado milionário chegou a se declarar ateu.
Durante a campanha presidencial, porém, afirmou ter passado por uma transformação espiritual que o aproximou de Deus.
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