Mendonça põe vazamento sobre Lulinha em inquérito aberto em fevereiro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) , determinou que a Polícia Federal (PF) inclua os possíveis vazamentos de informações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em um inquérito que já apura a divulgação de dados sigilosos da Operação Sem Desconto e de investigações relacionadas.
A informação é nova porque a investigação passará a abranger especificamente dados ligados ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), extraídos de outro inquérito sob relatoria de Mendonça.
O inquérito ao qual os novos fatos serão incorporados foi aberto por decisão de Mendonça em janeiro e formalmente instaurado pela PF em 20 fevereiro.
Inicialmente, a apuração tinha como foco vazamentos relacionados à Sem Desconto, que investiga a Farra do INSS.
Agora, o procedimento também passará a investigar a divulgação de informações sigilosas sobre Lulinha, após a defesa do filho do presidente apontar a ocorrência de novos vazamentos.
Segundo apurou a coluna, as informações teriam sido retiradas de um inquérito instaurado no fim de julho para apurar fatos envolvendo Lulinha e também relatado por Mendonça.
A determinação representa uma ampliação da investigação já conduzida pela PF, e não a abertura de uma nova apuração.
Com a decisão, proferida nessa quinta-feira (20/8) e divulgada nesta sexta-feira (21/8), a corporação deverá identificar quem tinha acesso original ao material sigiloso relacionado a Lulinha e como as informações chegaram à imprensa.
Mendonça ressaltou que os jornalistas responsáveis pelas reportagens não devem ser investigados e determinou a preservação do sigilo da fonte.
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“Portanto, o procedimento apuratório acima referido parte de hipótese investigativa centrada na eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, escreveu o ministro.
Com isso, a PF deverá incluir, no inquérito que já investiga os vazamentos do material, os fatos apontados pela defesa de Lulinha.
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