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Mercado aumenta aposta em corte na Selic em novembro após surpresa com PIB

Valor Investe ·
Mercado aumenta aposta em corte na Selic em novembro após surpresa com PIB

As chances de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (a Selic) na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de 4 de novembro subiu de 50% para 59%, nesta terça-feira (1º), de acordo com os contratos de opção de Copom negociados pela B3.

Já era amplamente majoritária (90,1% de probabilidade) a aposta em um corte da mesma magnitude na reunião que ocorre em 16 de agosto, neste mês.

Com as duas quedas, a taxa Selic iria dos atuais 14% para 13,5% ao ano.

A probabilidade de manutenção da taxa Selic em novembro era, ontem, de 38%, e passou a ser negociada, hoje, a 31%.

Já as chances de uma queda de 0,5 ponto percentual foram de 4,5% para 10% no mesmo período.

O movimento ocorreu em seguida à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, cujo avanço de 0,5% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre mostrou forte desaceleração.

Em especial, no consumo das famílias, mas também do investimento, pelo lado da demanda, e dos serviços e da indústria, pelo lado da oferta, de acordo análise de Sérgio Lamucci, editor-executivo do Valor.

Ainda que a queda do ritmo de crescimento fosse esperada, o resultado surpreendeu e, do ponto de vista da atividade econômica, há espaço para o Banco Central (BC) prosseguir no ciclo de queda dos juros, ainda que com cortes pequenos da Selic O resultado veio levemente acima da mediana das estimativas de 62 consultorias e bancos ouvidos pela reportagem do Valor, que apontava para alta de 0,4% no segundo trimestre, frente ao primeiro trimestre.

As projeções iam de crescimento de 0,2% a 0,7%.

O dado consolida o cenário de uma economia que caminha de forma "extremamente desigual" e levanta "graves preocupações sob a ótica estrutural", na visão da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

"Embora a expansão de 0,5% na margem mantenha a economia brasileira em terreno positivo, esse crescimento segue fortemente dependente de choques específicos do agronegócio e do setor extrativo de recursos naturais, mascarando o enfraquecimento do dinamismo doméstico e o processo contínuo de desindustrialização", afirma a entidade em comunicado.

Apesar da alta de 0,5% no PIB considerado em conjunto, os setores cíclicos - ou seja, os mais sensíveis aos juros - andaram praticamente de lado, afirmou o Bradesco em relatório.

“A agropecuária subiu 2,8% em relação ao primeiro trimestre; com isso, o setor está 5,1% acima do nível verificado no fim do ano passado.

A indústria extrativa cresce em ritmo relativamente mais acelerado desde o começo de 2025, neste ano especialmente influenciada pela alta do preço do petróleo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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