Petróleo dispara após novos ataques dos EUA contra Irã e bate máxima desde julho
Os preços do petróleo operam em disparada nesta terça-feira (1º) após uma nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, com Washington realizando novos ataques contra alvos iranianos e o risco de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumentando.
Os contratos futuros do Brent, referência internacional, subiam 4,4%, para US$ 94,44 por barril.
Já WTI, referência dos EUA, avançava 4,9%, para US$ 89,95, atingindo o maior nível desde 24 de julho.
O Comando Central dos Estados Unidos confirmou que as forças americanas começaram a atacar alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) no Irã.
Segundo o órgão, a operação ocorreu após tentativas recentes do IRGC de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e militares americanos na região.
Na segunda-feira, um petroleiro foi atingido por três projéteis de origem desconhecida enquanto navegava pelo Estreito de Ormuz, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).
O navio estava próximo à costa de Omã e não houve registro de vítimas.
O Irã também atacou duas bases americanas na Jordânia na segunda-feira, em retaliação a uma operação dos Estados Unidos contra a ilha de Larak, no Estreito de Ormuz.
No domingo, forças americanas haviam atingido dois lançadores de foguetes iranianos na ilha.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Qualquer interrupção prolongada no tráfego da região pode reduzir a oferta global da commodity e pressionar ainda mais os preços.
A troca de ataques marca a primeira vez em mais de um mês que Estados Unidos e Irã realizam ofensivas diretamente um contra o outro.
Apesar de nenhum dos lados sinalizar interesse em uma guerra em larga escala, ambos indicaram que estão preparados para responder a novas ofensivas.
“Vamos atingi-los com força”, afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, à Fox News na segunda-feira, ao comentar os ataques iranianos contra bases americanas na região.
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