Plano de testes do E35 deve ser publicado em setembro, diz secretário
O plano de testes para o E35, mistura com 35% de etanol anidro na gasolina, deve ser publicado neste mês de setembro.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (2) pelo secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renato Cabral, durante o seminário “Lei do Combustível do Futuro”, realizado na Câmara dos Deputados.
Segundo Cabral, no dia 11 de setembro o plano será submetido ao comitê técnico do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
A publicação da portaria do Ministério de Minas e Energia com o plano de testes está prevista para o dia 18, marco que dará início ao trabalho com o E35.
O avanço foi destacado pelo vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP).
Durante o seminário, ele associou a medida aos desdobramentos da Lei do Combustível do Futuro, aprovada pelo Congresso Nacional em 2024.
Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se! Cabral afirmou que a legislação trouxe ao setor de etanol uma sinalização de avanço da mistura.
Ao citar os efeitos do E32, disse que o teor permitirá economizar quase 1 bilhão de litros de gasolina importada em um ano.
O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Evandro Gussi, afirmou que o etanol opera com demanda aquecida no contexto da transição energética.
Já o presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, relacionou a expansão atual do setor de etanol às políticas públicas construídas a partir da legislação.
O seminário também reuniu projeções para outros combustíveis renováveis.
Para o biodiesel, projeções do setor indicam que, com o B25 em 2035, o mercado de biodiesel rodoviário chegaria a 20,4 bilhões de litros, praticamente o dobro da produção atual.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estimou demanda de 5,3 bilhões de litros no modal aquaviário e de 1,17 bilhão a 2,08 bilhões de litros para SAF.
Segundo a Abiove, esse movimento elevaria a demanda por óleo de soja de 6,8 milhões para até 17,8 milhões de toneladas, com produção de 97 milhões de toneladas de farelo de soja e esmagamento de 121 milhões de toneladas de soja.
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