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Ciência

Por que algumas pessoas reagem tão mal às picadas de mosquito? A resposta está na saliva dos insetos

Superinteressante ·
Por que algumas pessoas reagem tão mal às picadas de mosquito? A resposta está na saliva dos insetos

Khalid Beshir é professor de Ciências Biomédicas na University of East London e na London School of Hygiene & Tropical Medicine.

O texto a seguir foi originalmente publicado no site The Conversation , que reúne artigos escritos por pesquisadores.

Vale a visita.

Duas pessoas passam uma noite no mesmo jardim e recebem aproximadamente o mesmo número de picadas de mosquito.

Pela manhã, uma mal percebe as picadas, enquanto a outra está coberta de marcas grandes, inchadas, que coçam intensamente e perduram por dias.

A maioria de nós já passou por isso ou conhece alguém que já passou.

Mas por que as picadas de mosquito afetam algumas pessoas de maneira tão diferente? A resposta está na forma como a saliva do mosquito interage com nosso sistema imune .

Quando um mosquito pica você, ele injeta saliva na sua pele.

O sistema imune reconhece a saliva como estranha e libera histamina — uma substância química das células imunes que causa sintomas alérgicos, como vermelhidão, inchaço e coceira.

Mas isso explica apenas parcialmente o que está acontecendo.

A saliva do mosquito também contém uma variedade de outros compostos biologicamente ativos que interagem com o sistema imune de maneiras mais complexas do que se supunha anteriormente.

Continua após a publicidade Por exemplo, a saliva do mosquito também contém proteínas que impedem a coagulação do sangue e mantêm o fluxo sanguíneo, para que ele possa se alimentar sem interrupções.

Essas mesmas proteínas salivares influenciam a resposta imune que ocorre no local da picada .

Em vez de atuar apenas como um auxílio à alimentação, a saliva do mosquito pode alterar o ambiente imune local poucos minutos após a picada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em super.abril.com.br — o conteúdo pertence a Superinteressante.

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