José Loreto tem diabetes? Saiba para que serve dispositivo usado no braço do ator
O ator José Loreto despertou atenção da audiência de Quem Ama Cuida , a atual novela das nove da TV Globo, por conta de um dispositivo circular no braço .
O pequeno sensor é utilizado para monitorar os níveis de glicose de forma contínua, dispensando as frequentes picadas no dedo que acompanham a rotina de pessoas com diabetes.
Loreto já revelou anteriormente que convive com o diabetes tipo 1 desde a adolescência e, em entrevistas, reforçou a importância de conscientizar os mais jovens sobre a possibilidade de conviver com o quadro e buscar o diagnóstico o mais cedo possível.
Saiba mais sobre como funciona o sensor de glicose visto no braço do artista, que vive o guarda-costas Iuri na telenovela.
Como funciona o dispositivo Também conhecido como “flash” , a tecnologia monitora os níveis de glicose em tempo real e pode permanecer no braço por até duas semanas.
Ele é posicionado no lugar com uma pequena agulha de inserção, que depois é removida: dentro, o que fica é um filamento flexível , que não exige novos furos enquanto durar a vida útil do aparelho.
Sensor de glicose no braço dura duas semanas Freepik/Freepik Continua após a publicidade Os resultados das medições podem ser consultados por meio de um leitor específico ou até pelo celular, caso seu aparelho disponha de NFC , tecnologia usada em pagamentos por aproximação.
Dependendo do modelo, além do resultado em tempo real, também é possível gerar relatórios detalhados de todas as flutuações registradas no período em que ele permaneceu no braço.
À prova d’água , o sensor não deve ser removido enquanto estiver funcionando.
Nas farmácias, o dispositivo custa cerca de R$ 300, mas já há projetos prevendo sua futura disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) , embora sem prazo para avançar.
Picada no dedo continua sendo necessária? A medição com o sensor “permanente” usado por José Loreto é considerada precisa e confiável, mas funciona de forma diferente na comparação com a picada no dedo: ela não leva em conta os níveis de glicose na corrente sanguínea, mas no líquido intersticial , o fluido que envolve as células nos tecidos do corpo humano.
Continua após a publicidade Isso leva a um “atraso” nas flutuações da glicose, que pode gerar confusão em quem já está acostumado a furar o dedo: em média, é comum haver um delay de até 10 minutos entre as alterações na glicemia medida no sangue e o momento em que ela é percebida no líquido intersticial.
Na maioria das situações, essa diferença de tempo é pouco relevante e não costuma exigir uma medição de outra forma por quem já utiliza o “flash”.
Mas a picada no dedo continua sendo necessária nos momentos em que a pessoa deseja identificar de forma rápida se houve uma mudança anormal, como imediatamente após uma refeição, por exemplo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.