Dólar fica estável em R$ 5,15, e Bolsa cai após alta de juros nos EUA
Após alta dos juros nos Estados Unidos pelo Fed (Federal Reserve), o dólar fechou o dia estável, valendo R$ 5,151, mantendo comportamento que já era predominante antes da decisão. Na Bolsa, o Ibovespa tem leve variação negativa. O mercado aguarda agora a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central brasileiro, nesta "super quarta-feira". No exterior, os índices acionários sobem em Nova York, assim como os indicadores nas Bolsas europeias e asiáticas.
Dólar tem viés ligeiramente positivo após decisão de juros nos Estados Unidos. A moeda americana terminou o pregão cotada no comercial para venda a R$ 5,151, variação de menos 0,06% ante fechamento de ontem, após o Fed (Federal Reserve), Banco Central dos Estados Unidos, anunciar alta na taxa de juros . Ao longo do dia, a divisa oscilou entre R$ 5,14 e R$ 5,16.
No aguardo das decisões do Banco Central brasileiro, o Ibovespa caiu. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 recuava 0,59% faltando 20 minutos para o fim da sessão, marcando 185.394 pontos. Ontem, o indicador avançou 0,54%, a 186.502 pontos, quando movimentou R$ 15,8 bilhões, ante R$ 17 bilhões na sexta-feira (11).
Mercado local depende da manutenção do fluxo de capital externo. No atual ciclo de alta do Ibovespa, o saldo das aplicações dos estrangeiros, grupo que responde por cerca de 60% do giro financeiro na Bolsa do Brasil B3 , está positivo desde 21 de agosto, somando aportes de R$ 11 bilhões.
Banco Central dos EUA aumentou os juros pela primeira vez em três anos. A decisão anunciada pelo Fed leva a taxa de referência da economia norte-americana para a faixa de 3,75% a 4% ao ano , a primeira alta desde julho de 2023, quando a taxa passou para o intervalo entre 5,25% e 5,5% ao ano.
Foi o primeiro aumento promovido pelo Fed (Federal Reserve) sob comando de seu novo presidente. Kevin Warsh, indicado por Donald Trump, já vinha alertando que terá trabalho a fazer caso as projeções de inflação não recuassem. A taxa vinha sendo mantida estável nos encontros anteriores, entre janeiro e junho, após três reduções consecutivas entre setembro e dezembro de 2025.
Expectativa de aumento dos juros americanos já influencia rendimentos das aplicações. Os títulos dos Tesouro americano rondam a maior taxa desde 2007. Segundo analistas, as tensões no Oriente Médio ampliam as preocupações com preços de energia e inflação, em um cenário que torna mais provável a alta de 0,25 ponto percentual dos juros pelo Federal Reserve.
Uma elevação dos juros americanos acompanhada de projeções que apontem para novos ajustes tende a elevar os rendimentos dos Treasuries, atrair capital para os Estados Unidos e fortalecer o dólar globalmente, aumentando a pressão de alta sobre a taxa de câmbio da nossa moeda, o real. Leonel Oliveira Mattos, economista na StoneX
Foco agora se volta para o Brasil. Aqui, aposta é de um mais um corte mínimo dos juros. É quase unânime a expectativa dos agentes financeiros de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduza a taxa Selic dos atuais de 14% ao ano para 13,75% ao ano.
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