Tarcísio e Haddad seguem roteiros traçados por padrinhos
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O principal atrativo da eleição para o governo de São Paulo , nos cálculos do mundo político, é que seus dois principais candidatos podem vir a encabeçar a disputa presidencial dentro de quatro anos. No presente, a corrida estadual avança sem maiores emoções.
Na largada oficial da campanha, o governador Tarcísio de Freitas ( Republicanos ) confirma o favoritismo e tem 45% das intenções de voto , conforme pesquisa Datafolha recém-divulgada. Em segundo, o ex-ministro da Fazenda petista Fernando Haddad tem 27%. A distância entre os dois se ampliou numericamente, mas dentro da margem de erro, desde julho, quando era de 46% a 30%.
Dada a fragilidade das demais candidaturas, os números indicam que Tarcísio pode vencer já no primeiro turno, pois sua pontuação supera a soma das de seus adversários —ele teria 52% dos votos válidos, na contagem que exclui brancos e nulos para determinar o vencedor. Num eventual segundo turno, ele bateria Haddad por 54% a 35%.
Outros fatores reforçam a vantagem do mandatário. Sua gestão é considerada boa ou ótima por 42% dos paulistas aptos a votar, enquanto 23% a descrevem como ruim ou péssima. O saldo positivo caiu desde julho (eram 45% a 20%), mas ainda é confortável.
Já o petista é o postulante com maior rejeição. Entre os entrevistados, 47% declaram que não votariam nele em nenhuma hipótese, ante 29% que dizem o mesmo do rival. Reprovado sobretudo no interior, o PT nunca governou o estado mais populoso e economicamente poderoso do país.
Nenhum desses dados chega a ser surpreendente. Fato é que os dois candidatos seguem no pleito roteiros traçados por interesses de seus padrinhos políticos.
Introduzido nas disputas eleitorais em 2022 por Jair Bolsonaro (PL), o ex-tecnocrata Tarcísio abriu mão de suas pretensões presidenciais neste ano para não contrariar o ex-presidente —que lançou seu filho Flávio para preservar a liderança da família no campo antipetista. É aposta de partidos do centro à direita para uma alternativa mais moderada ao bolsonarismo em 2030.
Haddad cumpre missão a ele confiada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que precisa de um palanque em São Paulo na busca pelo quarto mandato no Planalto. Ex-prefeito da capital e já escalado para disputas na cidade, no estado e no país, o professor universitário é um candidato mais forte a sucessor preferido pelo cacique octogenário da legenda.
Espera-se que tais especulações sobre o futuro dos postulantes não releguem a segundo plano o debate qualificado sobre as necessidades presentes do estado —o que de fato deve interessar mais aos eleitores.
Do desempenho insatisfatório na educação básica ao s roubos cotidianos de celulares , da expansão do metrô à despoluição de rios, da mudança climática às cracolândias, não faltam temas que demandem diagnósticos e propostas concretas.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.