Estudo em túmulo de "vampira" da Polônia dá pistas sobre sua identidade
Quando arqueólogos encontraram uma sepultura de cerca de 400 anos perto da vila de Pień, no norte da Polônia, em 2022, deram de cara com uma cena macabra: o esqueleto de uma jovem tinha uma foice de ferro posicionada sobre o pescoço e um cadeado preso ao dedão do pé.
A combinação sugere que quem a enterrou queria garantir que ela permanecesse na sepultura mesmo depois da morte.
Conhecida pelos pesquisadores como Zosia, a jovem tinha entre 17 e 19 anos quando morreu, em torno de 1620 e 1674.
A descoberta, publicada em 30 de julho na revista Journal of Archaeological Science: Reports, chamou atenção internacional e até apareceu no documentário Campo de Vampiros de 2024, que acompanhou pesquisadores na tentativa de reconstruir o rosto da jovem.
Agora, cientistas responsáveis pelas escavações publicaram a primeira análise sistemática de seus restos mortais, combinando arqueologia, DNA antigo e análises de isótopos para investigar quem era Zosia, de onde veio e por que sua comunidade parece ter temido que ela retornasse dos mortos.
Xô, assombração! Como destaca a CNN, a foice sobre o pescoço da jovem não parece ter sido colocada ali por acaso.
Segundo os pesquisadores, sua posição permitiria que a lâmina decapitasse Zosia caso ela tentasse se levantar.
Já o cadeado triangular preso ao dedão do pé funcionaria como outra forma de mantê-la ligada à sepultura.
Um ponto curioso é que os dois objetos provavelmente foram colocados em momentos diferentes.
O cadeado estava presente desde o enterro inicial, enquanto a foice teria sido acrescentada posteriormente, antes que o corpo terminasse de se decompor.
Os arqueólogos chegaram a essa conclusão porque as articulações do esqueleto estavam preservadas em sua posição original.
Se a sepultura tivesse sido aberta depois de o corpo se decompor completamente, seria esperado que os ossos tivessem se deslocado.
“Era incomum haver duas precauções, dois métodos para demonstrar que esse esqueleto deveria ser mantido na sepultura — então o medo de o corpo voltar à vida era maior”, disse Dariusz Poliński, professor do Instituto de Arqueologia da Universidade Nicolau Copérnico e autor principal do estudo, à CNN.
Os pesquisadores encontraram também uma descoloração esverdeada no palato (céu da boca) da jovem, provavelmente provocada por um objeto contendo cobre e ouro que havia sido colocado dentro de sua boca ou nariz depois da morte.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.