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Guerra no Irã faz países do Golfo acelerarem planos para driblar Estreito de Ormuz

G1 ·
Guerra no Irã faz países do Golfo acelerarem planos para driblar Estreito de Ormuz

Irã diz que Estreito de Ormuz só será reaberto com saída dos EUA A guerra no Irã está obrigando os grandes produtores de petróleo do Golfo Pérsico a reformular a forma como exportam o produto e reduzir a dependência do Estreito de Ormuz, principal rota de saída da região.

Segundo o jornal "The New York Times", países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque estão acelerando projetos de oleodutos, terminais e áreas de armazenamento que permitam transportar petróleo sem passar pelo estreito.

Os investimentos devem custar bilhões de dólares e levar anos para serem concluídos, mas governos e empresas consideram as novas estruturas necessárias diante do aumento dos riscos na região.

Mesmo que um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã seja alcançado, os países produtores avaliam que depender de uma única rota de exportação se tornou um risco grande demais.

A mudança também pode, ao longo do tempo, reduzir a influência do Irã sobre o comércio de petróleo na região, já que os países vizinhos estarão menos dependentes de uma passagem marítima que pode ser afetada por conflitos.

Trump já afirmou que os EUA irão controlar o Estreito de Ormuz e bloquear o acesso aos portos iranianos REUTERS "Não acho que nenhum país do mundo queira voltar a depender tanto desse ponto de passagem", disse Ben Cahill, analista de energia da Universidade do Texas em Austin, ao NYT.

Segundo ele, os produtores passaram a priorizar mais a segurança de suas estruturas, mesmo que isso implique custos maiores e operações menos eficientes.

Exportações pelo estreito despencam Antes de Estados Unidos e Israel iniciarem ataques militares contra o Irã, em 28 de fevereiro, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto por dia passavam pelo Estreito de Ormuz.

A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das principais rotas utilizadas para levar o petróleo produzido na região aos mercados internacionais.

A guerra, porém, alterou esse fluxo.

Bloqueios impostos por Estados Unidos e Irã, minas marítimas, ataques com mísseis e o forte aumento no preço dos seguros para navios praticamente interromperam o funcionamento normal da rota.

O NYT explica que na semana passada, as exportações de petróleo bruto pelo estreito haviam caído para cerca de 3,7 milhões de barris por dia, segundo a Kpler, empresa que monitora o transporte marítimo.

Ainda assim, isso não significa que apenas esse volume esteja deixando o Golfo.

Parte do petróleo continua sendo transportada por navios que adotam medidas para dificultar seu rastreamento.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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