Cranioplastia: próteses 3D redefinem a reconstrução do crânio
Em algumas das situações mais graves que enfrentamos na neurocirurgia , precisamos retirar temporariamente uma parte do crânio para salvar a vida do paciente.
Isso pode acontecer após um traumatismo craniano grave , um AVC extenso com grande inchaço cerebral ou determinadas infecções .
Tumores que comprometem o osso também podem exigir sua retirada.
Esse procedimento é chamado de craniectomia .
Depois que o cérebro se recupera e as condições clínicas permitem, surge uma nova questão: como reconstruir aquela parte do crânio? Durante muito tempo, a resposta parecia relativamente simples.
Fazíamos uma cranioplastia para fechar a falha óssea e devolver proteção ao cérebro.
Hoje, porém, essa cirurgia está passando por uma transformação importante.
Já não pensamos apenas no osso que falta, mas em reconstruir de maneira mais precisa a anatomia que existia antes da operação.
É nesse contexto que ganha espaço um conceito chamado cirurgia neuroplástica.
Uma prótese feita para aquele crânio A cranioplastia pode utilizar o próprio osso do paciente, quando ele está disponível e apresenta condições adequadas, ou diferentes materiais artificiais.
Uma das grandes mudanças dos últimos anos é a possibilidade de fabricar implantes personalizados.
Continua após a publicidade A partir da tomografia computadorizada, softwares conseguem reconstruir tridimensionalmente o crânio e identificar exatamente o tamanho e o formato da região que precisa ser reparada.
Com essas informações, é possível planejar uma prótese praticamente sob medida para aquele paciente.
Materiais como titânio, PEEK, um polímero de alta resistência, e PMMA podem ser utilizados conforme as características de cada caso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.