Daraxonrasibe: pílula contra câncer de pâncreas é aprovada nos EUA
A FDA, a “Anvisa norte-americana”, anunciou na quarta-feira (26) a aprovação do daraxonrasibe , pílula de uso diário que trouxe resultados promissores no tratamento do câncer de pâncreas .
Comercializada com o nome comercial Rasonque , a nova droga causou furor entre especialistas por dobrar a sobrevida de pacientes com um quadro avançado da doença.
Neste primeiro momento, a FDA aprovou o fármaco somente para pacientes com adenocarcinoma pancreático em metástase , quando as células tumorais já se espalharam para outras partes do corpo.
O remédio chega ao mercado norte-americano com dose recomendada de 300 mg por dia, em administração oral.
O Rasonque atua inibindo mutações em uma família de genes conhecida como RAS , que são associadas à agressividade do tumor.
Em particular, há um foco grande na mutação mais comum delas, a KRAS.
Conseguir elucidar esse mecanismo é fundamental para enfrentar um câncer de difícil tratamento, que costuma só ser identificado quando já está avançado demais: nove em cada dez pacientes com câncer pancreático têm a mutação.
Resultados do daraxonrasibe O daraxonrasibe ganhou notoriedade em junho, quando os resultados de um estudo de fase 3 foram apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), em Chicago.
Continua após a publicidade Ao acompanhar 500 pacientes de países da América do Norte, Ásia e Europa, os pesquisadores observaram os seguintes resultados: A sobrevida global de pacientes que usaram daraxonrasibe elevou-se para 13,2 meses , contra 6,7 meses naqueles que fizeram o tratamento padrão com quimioterapia; Para a sobrevida livre de progressão da doença (quando o câncer está presente, mas não cresce ou se espalha), esse número chegou a 7,2 meses para os tratados com daraxonrasibe, frente a 3,6 meses em quem fez quimioterapia.
Além de dobrar a sobrevida desses pacientes, quem utilizou a pílula também teve menos efeitos colaterais severos (ocorrência em 43,6% dos pacientes contra 57,5% nos submetidos à quimioterapia), resultando em uma taxa de abandono do tratamento dez vezes menor: apenas 1,2% do grupo que usou daraxonrasibe precisou suspender o medicamento, contra 11,2% entre os participantes que fizeram quimioterapia.
Continua após a publicidade Os resultados, publicados também em um artigo no prestigiado New England Journal of Medicine , chamaram tanto a atenção dos médicos presentes na reunião que foram aplaudidos em pé .
Como funciona O novo remédio entra na classe dos chamados inibidores de RAS , com uma grande vantagem em relação aos medicamentos já existentes: até então, as drogas dessa categoria focavam em mutações específicas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.