Luiz Gama, patrono da abolição da escravidão no Brasil
O Dia da Consciência Negra é celebrado no Brasil em 20 de novembro, desde 2003, quando foi incluído no calendário escolar nacional, mas foi instituído oficialmente como feriado no país em 2011, por meio de uma lei (12.519) sancionada pela então presidenta Dilma Rousseff.
A data foi escolhida porque foi em 20 de novembro de 1695 que morreu Zumbi, também chamado de Zumbi dos Palmares o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, em Pernambuco.
Escravo que virou símbolo da luta do povo negro contra a escravidão, nasceu em 1655, na então Capitania de Pernambuco, região que hoje pertence ao município de União dos Palmares, no Estado de Alagoas.
Zumbi foi morto durante uma batalha no dia 20 de novembro de 1695 contra as forças da Coroa Portuguesa, lideradas pelo bandeirante Domingos Jorge Velho.
Mas, recentemente descobriu-se que há na história dos negros no Brasil, uma figura importante (e, pouca divulgada nas escolas e na mídia), o advogado negro Luiz Gonzaga Pinto da Gama (Luiz Gama), considerado o real e verdadeiro “Patrono da abolição da escravidão no Brasil”.
Luiz Gama foi um dos maiores intelectuais negros do século XIX, Gama viveu de 1830 a 1882.
Filho de mãe livre, Gama foi escravizado após ser vendido pelo pai e só ganhou a liberdade após aprender a ler e comprovar que nasceu de um ventre livre.
Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu no dia 21/07/1830, em Salvador/BA.
Foi poeta, advogado, jornalista e abolicionista baiano.
Ele atuou nos tribunais como “rábula” (atuante conhecedor das leis, mas não cursou a faculdade de Direito).
Ele se tornou abolicionista, poeta, jornalista e advogado, assistindo as aulas como ouvinte da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, também conhecida por Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.
Luiz Gama conquistou a sua própria liberdade (trabalhando e pagando ao senhor que o tinha como escravo), foi um dos poucos intelectuais negros no Brasil, na época da escravatura.
Conhecido como o “amigo de todos”, Luiz Gama tinha em casa uma caixa com moedas que dava aos negros em dificuldades que vinham procurá-lo.
Com seu vasto conhecimento jurídico e retórica impecável, Gama defendeu os escravos que chegaram ao Brasil após a Lei Eusébio de Queirós entrar em vigor (1850), decretando a abolição do tráfico negreiro no Brasil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.