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HSBC gasta US$ 68 milhões em maior corte de executivos desde 2008

Folha de S.Paulo ·
HSBC gasta US$ 68 milhões em maior corte de executivos desde 2008

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O HSBC gastou quase US$ 70 milhões (R$ 361,2 milhões) no ano passado para demitir seu maior grupo de executivos seniores desde a crise financeira, em meio a uma ampla reestruturação que incluiu o fechamento de áreas importantes de seu banco de investimento.

O maior banco da Europa dispensou 134 de seus funcionários de mais alto escalão —os chamados "material risk takers" (executivos responsáveis por riscos relevantes) , profissionais cujas funções são consideradas capazes de afetar significativamente o perfil de risco de uma instituição— no ano passado, cerca de 10% do total do grupo. A eles, foram pagos US$ 67,5 milhões (R$ 349 milhões) em indenizações, segundo documentos da companhia.

Foi o maior corte anual de "material risk takers" do HSBC desde a crise financeira de 2008 e superou significativamente as reduções promovidas por outros bancos europeus em 2025, segundo análise do FT com base em documentos regulatórios e balanços das empresas.

Os cortes ocorreram enquanto o presidente-executivo Georges Elhedery avançava com uma ampla reformulação das operações de banco de investimento do HSBC , encerrando as atividades de assessoria em fusões e aquisições e em ofertas de ações nos Estados Unidos , Reino Unido e Europa.

Os "material risk takers" são funcionários seniores cujas funções são consideradas capazes de afetar substancialmente o perfil de risco de um banco. Eles estão concentrados principalmente nas áreas de banco de investimento e negociação das instituições financeiras.

Uma pessoa próxima ao HSBC afirmou que a redução do grupo de "material risk takers" fazia parte de uma "tendência mais ampla" no banco e não estava restrita à área de banco de investimento. Elhedery já havia indicado que sua reestruturação teria como alvo funções "duplicadas" dentro da instituição.

A redução no HSBC contribuiu para o maior corte no número de banqueiros de alta remuneração entre os maiores bancos da Europa desde a pandemia, em 2020, mostram os documentos.

O Santander e o Deutsche Bank registraram as maiores quedas depois do HSBC , com a saída de 49 e 48 "material risk takers" no ano passado, respectivamente. Já o BNP Paribas e o Barclays eliminaram 39 e 32 posições de executivos seniores no mesmo período.

A Société Générale registrou a maior indenização média paga a "material risk takers" que deixaram o banco no ano passado, de 870 mil euros (R$ 5,25 milhões) , seguida por Santander e Deutsche Bank , que desembolsaram pacotes médios de 736 mil euros (R$ 4,4 milhões) e 437,5 mil euros (R$ 2,6 milhões), respectivamente.

O Santander pagou a maior indenização individual do setor, com um pacote de 8,3 milhões de euros (R$ 50,1 milhões) para um banqueiro.

Os bancos costumam mirar camadas caras de funcionários seniores em processos de reestruturação para maximizar os cortes de custos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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