Banco Central corta Selic em 0,25 ponto pela 5ª vez seguida, para 13,75% ao ano
O Banco Central reduziu a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual pela quinta vez consecutiva nesta quarta-feira (16), a 13,75% ao ano, em meio a uma moderação na inflação que oferece uma margem de manobra limitada.
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi linha com o esperado pelo mercado.
Os analistas se atentam ainda à forma como o BC descreve a atual desaceleração econômica e as preocupações com os preços.
A escalada da guerra no Irã neste mês reacendeu as pressões sobre os custos de combustível em todo o mundo.
Enquanto isso, as preocupações com o fornecimento de grãos no Mar Negro como resultado da guerra da Rússia na Ucrânia impulsionaram recentemente os preços do trigo.
No entanto, na sexta-feira o IBGE informou que o IPCA recuou 0,32% em agosto, na primeira deflação mensal em um ano, sob o impacto da queda nos custos da energia elétrica, alimentos e combustíveis.
Em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,22%, de 4,44% no mês anterior, indo mais abaixo do teto da meta contínua para a inflação –3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Confira o comunicado na íntegra: O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas.
Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.
Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido.
Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta.
As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,9% e 4,3%, respectivamente.
A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2% no cenário de referência (Tabela 1).
Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista.
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