Alckmin: Brasil Soberano 3 terá R$ 4 bilhões para financiar setor de fertilizantes; ‘temos que diminuir nossa dependência externa’
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin , afirmou, nesta terça-feira (25), durante o 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, em São Paulo (SP), que o programa Brasil Soberano 3 terá R$ 4 bilhões destinados especificamente ao financiamento de empresas do setor de fertilizantes .
O montante faz parte dos R$ 18,5 bilhões previstos pelo programa para companhias afetadas pela perda de mercados em razão da guerra comercial.
Segundo Alckmin, o Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá aprovar o programa nesta quarta-feira, 26, permitindo que as empresas procurem o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
As linhas terão taxas entre 6,53% e 9,5% para investimento e capital de giro.
“Esses R$ 18,5 bilhões, R$ 4 bilhões são só para fertilizantes”, disse.
Alckmin também destacou o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), que deverá ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.
O programa prevê financiamento e estabelece um porcentual mínimo de fertilizantes nacionais, que começará em 2% no próximo ano (2027) e crescerá gradualmente até chegar a 10% em 2037.
Para o vice-presidente, as medidas são necessárias para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.
“Nós temos que diminuir essa nossa dependência externa; sempre vai haver uma dependência, mas é preciso reduzi-la”, afirmou.
Outra iniciativa citada foi a suspensão do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que prevê crédito tributário de R$ 1 bilhão por ano até 2031.
Segundo Alckmin, a medida contribuirá para reduzir os custos das empresas do setor.
O vice-presidente destacou ainda investimentos na produção nacional de nitrogenados.
A unidade de Três Lagoas (MS), da Petrobras, segundo ele, deve ficar pronta entre um ano e um ano e meio e poderá responder por cerca de 35% do abastecimento nacional.
Também citou a retomada de fábricas em Camaçari (BA), Araucária (PR) e, em Sergipe, na cidade de Laranjeiras.
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