Alcolumbre sinaliza votação da PEC do fim da escala 6×1 na próxima semana
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que colocará em votação a PEC do fim da escala 6×1 na próxima semana, após o encerramento das sessões de discussão da matéria.
Para facilitar a votação do texto, o presidente da Casa também vai permitir sessões remotas nas próximas semanas.
Assim, elimina a dificuldade de quórum presencial, já que os parlamentares não precisarão estar em Brasília para votar.
Para aprovar a PEC, são necessários 49 votos, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
JOTA PRO Trabalhista – Conheça a solução corporativa que antecipa as principais movimentações trabalhistas no Judiciário, Legislativo e Executivo A mudança de rumo ocorreu nas últimas 48 horas, diante da dificuldade da oposição em negociar acordos futuros com o senador.
O PL elegeu a maior bancada do Senado no primeiro turno e terá 28 senadores no ano que vem, além de tentar emplacar Rogério Marinho (PL-RN) na presidência da Casa.
Com isso, o partido está menos disposto a negociar com Alcolumbre neste momento.
Em outra frente, se mantiver o plano de votação, sobretudo se os dois turnos da PEC ocorrerem antes do segundo turno das eleições 2026 , o presidente do Senado poderá dar uma importante vitória política ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, consequentemente, impor uma derrota a Flávio Bolsonaro (PL).
O petista, pressionado pelo resultado das urnas, que colocaram Flávio à frente no primeiro turno, insistirá na PEC do fim da escala 6×1 como tema de campanha.
Há uma avaliação de que a pauta positiva pode ajudá-lo e de que a oposição de Flávio à proposta pode prejudicar o candidato do PL.
Ele ficaria com a pecha de ser contrário aos trabalhadores, possibilidade admitida até por aliados do senador.
Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email A oposição se reuniu nesta quarta-feira (7/10) e escolheu Tereza Cristina (PP-MS) como interlocutora do grupo com o presidente do Senado.
Os parlamentares já dão como certa a votação em primeiro turno, mas ainda nutrem esperanças de conseguir adiar o segundo turno para depois da disputa presidencial.
Setores contrários à proposta voltaram a ficar em alerta e buscam os senadores para tentar atrasar a votação.
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