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Policiais civis simulavam apreensões e escoltavam carga de contrabando em SP, diz Ministério Público

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Policiais civis simulavam apreensões e escoltavam carga de contrabando em SP, diz Ministério Público

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A investigação do Ministério Público sobre um grupo de policiais civis suspeitos de receber propina para facilitar esquemas de contrabando diz que os agentes simulavam apreensões de produtos ilícitos e escoltavam cargas de alto valor usando viaturas da própria corporação.

O caso culminou numa operação deflagrada nesta sexta-feira (28) que apura os crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. Além do Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil participou das diligências.

Sete pessoas tiveram prisão preventiva (sem prazo para ser encerrada) decretada, quatro de policiais civis, em decisão que autorizou buscas em 18 endereços. Entre os alvos estão as delegacias de Embu das Artes, Santana de Parnaíba e o 2º distrito policial de Cotia.

A investigação é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado ) e começou em dezembro de 2024, a partir da prisão de Thiago Marcel Magnabosco, detido pela PF (Polícia Federal).

Apontado como líder de uma organização criminosa especializada nos crimes de contrabando e descaminho, Magnabosco guardava em seu aparelho celular mensagens que conectam o esquema a policiais civis de São Paulo .

A primeira negociação teria ocorrido em junho de 2024, quando um caminhão que carregava cerca de R$ 600 mil em produtos contrabandeados foi abordado pela Polícia Civil de São Paulo e permaneceu sob custódia de dois agentes, Bruno Moreno dos Santos e José Adriano da Silva Nishi. Segundo o Gaeco, eles cobraram R$ 400 mil para liberar a carga.

A Justiça decretou a prisão preventiva tanto de Santos como de Nishi. Outros dois alvos são os policiais civis Vagner Ramalho e Marcos Vinícius de Souza Melo. A Folha não identificou nesta sexta-feira a defesa dos investigados.

Não foi o único caso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.

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