Herança de R$ 10 milhões teria motivado execução de filha de vereadora em Ribas
Herança estimada em R$ 10 milhões está no centro da disputa familiar que antecedeu o assassinato de Maria José de Oliveira Beserra, de 70 anos, em Ribas do Rio Pardo, a 97 quilômetros de Campo Grande.
A idosa foi morta com golpes de faca dentro de casa, em 29 de junho deste ano.
O sobrinho dela, Fábio Santos Fogaça, de 45 anos, é acusado pelo Ministério Público de encomendar o crime por R$ 5 mil, enquanto Rogério Nascimento da Silva, conhecido como “Anjo da Noite”, é apontado como executor.
Os dois estão presos preventivamente e ainda não foram julgados.
A disputa envolve uma propriedade de aproximadamente 28 hectares, localizada dentro do perímetro urbano do município.
Segundo o advogado Paulo Rogério de Souza Bernardes, que representa a família, o imóvel pode valer entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões, com estimativa média de R$ 10 milhões.
O conflito patrimonial está ligado a uma ação judicial em que Maria José e a irmã, Maria Geni, buscam o reconhecimento póstumo da maternidade socioafetiva de Magnólia Fogaça Marques, que as criou como filhas, mas morreu em 2024 sem formalizar o vínculo.
O reconhecimento pode alterar a participação das duas na herança.
“Maria José e Maria Jeni foram criadas por Magnólia.
Uma desde o final dos anos 1950, quando nasceu Maria José, e a outra no início dos anos 1980.
Era outra época, em que não se fazia a adoção formal como se faz hoje.
Magnólia faleceu em 2024 sem reconhecer oficialmente as duas como filhas”, explicou o advogado.
Em entrevista ao Campo Grande News, Maria Jeni contou que via a irmã diariamente.
Depois da morte de Magnólia, Maria José deixou a casa da mãe, onde morava e cuidava do imóvel havia mais de 20 anos, e passou a viver na própria residência, ao lado da irmã.
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