sexta-feira, 28 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Economia

Lula cobra aprovação rápida de lei de minerais críticos após avanço de estrangeiros em 4 projetos de terras raras

Folha · Mercado ·

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu pressa ao presidente do Senado , Davi Alcolumbre (União-AP), na votação do projeto de lei que cria regras para a exploração de minerais críticos após o governo verificar a corrida de estrangeiros em quatro projetos de terras raras no Brasil.

O diagnóstico é que os estrangeiros correm para se associar ou ampliar participação em projetos no interior do país antes que entrem em vigor as regras para controlar essas investidas.

Lula, por sua vez, quer apressar o passo na legislação, temendo que os investidores estrangeiros tracem estratégias que possam atrapalhar o plano de regular o setor e obrigar que parte do processo produtivo do minério seja feito no país.

Nos últimos dias, o projeto Serra Verde, em Goiás, e o projeto Colossus, em Poços de Caldas (MG), anunciaram que receberão investimentos adicionais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e da Viridis, empresa australiana de mineração, que somam US$ 870 milhões (cerca de R$ 4,5 bi pela cotação atual).

Outros dois projetos de terras raras foram irrigados com aportes estrangeiros em janeiro e em abril de 2026, após o início da discussão sobre o marco regulatório de terras raras. São eles o projeto Caldeira, da australiana Meteoric em Poços de Caldas (MG), e o Borborema, da Brazilian Rare Earths, na Bahia.

No caso de Serra Verde e Colossus, a injeção de recursos é para ampliar a participação de estrangeiros no capital das companhias, ou seja, para ter o controle das duas empresas. Os outros dois são para desenvolver projetos de exploração. Apenas Serra Verde tem produção comercial atualmente.

Lula disse a Alcolumbre que é preciso agir logo, uma vez que outros países já avançaram em legislações que limitam o acesso de estrangeiros a minerais considerados estratégicos, a exemplo da Austrália. O Brasil, na visão de Lula, não poderia ficar atrás nesse contexto.

Os dois se reuniram na quarta-feira (26) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) para definir as pautas prioritárias para deliberação do Congresso antes das eleições.

O tema é também uma vitrine eleitoral, uma vez que reforça o discurso de soberania que o presidente vem entoando contra as investidas de Donald Trump e o tarifaço aplicado sobre produtos brasileiros.

A disputa internacional em torno da exploração dos minerais críticos ganhou nova tração após o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), hoje candidato à Presidência, assinar um memorando de entendimento com os EUA sobre o tema.

Sem prever obrigações legais, o texto falava em fortalecer a cooperação entre os países para a pesquisa no setor e dar ao país acesso exclusivo ao mapeamento geológico do estado.

Desde então, políticos e diplomatas do governo petista vêm criticando o memorando e acusando a mobilização de Caiado de ferir a Constituição por não ter tido aval do governo federal.

Após a reunião com Lula, Alcolumbre designou o senador Eduardo Braga (MDB-AM), de seu círculo mais próximo e integrante da base do governo, como relator do projeto.

Ler a notícia completa no Folha · Mercado ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.

Mais de Folha · Mercado

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›