Fuga de Flávio Bolsonaro interessa a Alexandre de Moraes
Moraes ainda respira sem impeachment em sua cadeira de ministro. Isso porque Lula venceu, incontestável e legitimamente, a eleição presidencial.
Não há necessidade de consultar uma bola de cristal para constatar que Lula terá força no Senado. Assim, se quiser, poderá colocar Super Bonder e grudar Moraes na suprema cadeira do STF.
Vale lembrar que Moraes é credor de Lula depois de tramar —em um almoço na mansão onde mora, em Brasília— a reconciliação com o presidente do Senado, David Alcolumbre.
Da reconciliação entre Lula e Alcolumbre destravou-se, na presidência do Senado, o projeto do fim da escala 6x1, de interesse dos trabalhadores e lulista eleitoral.
Tudo foi costurado por Moraes, em casa matriculada no Registro de Imóveis em nome do Instituto Lex, também escritório de advocacia a cargo da esposa e dos filhos de Moraes.
Não se deve perder de vista que o Centrão está sempre pronto a negociar vantagens destoantes com o interesse dos cidadãos, embora muitos parlamentares tenham sido eleitos com base em discurso a favor do impeachment de Moraes e da reforma do STF (Supremo Tribunal Federal).
É de uma clareza solar que a estrela de xerife de Moraes perdeu o brilho e que sua toga recebeu respingos da lama do escândalo Vorcaro.
A potente arma de Moraes, conhecida por inquérito das fake news, está sem munição, e o presidente Edson Fachin pretende conseguir seu arquivamento.
Moraes perdeu também o poder adquirido na época do golpismo de Jair Bolsonaro.
A representação feita contra o seu colega togado André Mendonça mostra isso e vai ser arquivada. Ela serviu para fazer fogo à notícia de crime pendente de autorização para investigar Moraes.
Com Lula eleito e o escabroso escândalo envolvendo o advogado Willes Tomaz, a bola apareceu quicando na área para Moraes chutar. Também sonhar com a volta do brilho da estrela, após lavagem e polimento.
São fortes os indícios de que Willer Tomaz é sócio oculto de Flávio Bolsonaro em falcatruas e crimes.
Moraes, rapidamente, determinou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro, investigado em inquérito com Willer Tomaz.
Moraes deu munição para Flávio fingir-se de perseguido político. Ou melhor, abasteceu o discurso da eleição presidencial viciada pelos abusos dos poderes político e econômico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.