Simples Nacional: dois caminhos e um mapa incompleto
No final do século XV, o chanceler inglês John Morton teria desenvolvido uma engenhosa fórmula para cobrar contribuições. Se alguém vivia com abundância, tinha recursos para pagar; se vivia com austeridade, certamente havia economizado e também poderia contribuir.
A escolha aparente entre dois caminhos que conduzem a consequências igualmente inconvenientes ficou conhecida como "Garfo de Morton". Mais de cinco séculos depois, o pequeno empresário brasileiro pode estar diante de uma bifurcação semelhante.
Até o dia 30 de setembro, o pequeno negócio capixaba optante do Simples Nacional precisa escolher entre dois caminhos para 2027. A Resolução CGSN nº 190/2026 formalizou, em agosto, essa opção: continuar recolhendo o IBS e a CBS dentro da guia única do Simples (o regime "puro") ou apurá-los por fora, pelas regras gerais de débito e crédito que já valem para as empresas maiores (o regime "híbrido").
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