Operação Potiguar 2: o novo projeto para levar tecnologia brasileira para as alturas com ciência avançada no espaço
A partir da última segunda-feira (31/8), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, recebe a Operação Potiguar 2, que vai lançar o foguete de sondagem VS-30 V16 para testar, em condições reais de voo, o sistema de recuperação da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R).
A operação, do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em conjunto com a FAB, é a etapa qualificatória da infraestrutura para experimentos científicos e tecnológicos em voos suborbitais.
A ideia é transportar diferentes tipos de cargas úteis a um ambiente no qual os efeitos da gravidade sobre os fenômenos estudados sejam significativamente reduzidos.
Na fase atual do programa, espera-se demonstrar que a plataforma pode sobreviver ao voo, executar as funções previstas e ser recuperada depois da passagem pelo ambiente de microgravidade, com análises posteriores dos dados coletados pela missão.
A primeira fase da Operação Potiguar, estruturada em quatro fases totais, ocorreu ainda em 2024, e a etapa envolveu treinamento das equipes e avaliação dos equipamentos e processos empregados durante uma missão com veículo suborbital.
Em novembro daquele ano, o CLBI recebeu o lançamento do VS-30 V15, como parte da retomada das atividades de lançamento de veículos suborbitais no centro.
A missão verificou a confiabilidade dos sistemas de rastreamento.
Agora, ao invés de concentrar a avaliação nos sistemas de solo e nos procedimentos de lançamento, a Potiguar 2 leva a plataforma ao voo para verificar especificamente o comportamento de seu sistema de recuperação de cargas úteis, etapa fundamental para garantir que os pesquisadores tenham acesso aos experimentos espaciais realizados.
Em um voo suborbital, a carga útil pode entrar em uma condição de queda livre durante parte da trajetória; nessa situação, ela e os objetos dentro dela aceleram de maneira semelhante, fazendo com que o peso aparente seja muito menor.
Essa condição permite realizar experimentos nos quais a influência da gravidade terrestre fica reduzida.
A Agência Espacial Brasileira já havia realizado, em 2022, a Operação Santa Branca, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, para testar o Modelo de Qualificação da Plataforma Suborbital de Microgravidade.
Na configuração utilizada na Potiguar 2, a PSM-R reúne diferentes subsistemas.
Entre eles estão o sistema de recuperação por paraquedas, módulos destinados aos experimentos, módulo de serviço e controle, módulo de gás frio, anéis de balanceamento e um dispositivo conhecido como sistema ioiô, utilizado para auxiliar no controle da velocidade de rotação antes da separação da carga útil.
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