Anvisa manda retirar seis marcas de sal das prateleiras e pede que consumidor confira em casa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, distribuição, comercialização, divulgação e uso de seis marcas de sal em todo o Brasil. A medida atinge produtos sem registro sanitário.
Segundo publicação no Diário Oficial da União (DOU), em 4 de agosto, os produtos não passaram pelo processo obrigatório de avaliação para que pudessem ser comercializados no país. A ausência de crivo impede a comprovação de requisitos relacionados à qualidade, composição e segurança para o consumo.
Mesmo sem a regularização exigida, os sais eram encontrados em plataformas digitais em diferentes versões e tamanhos, incluindo embalagens de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos.
Além da falta de registro, a Anvisa identificou problemas nas informações utilizadas para divulgar os produtos. As propagandas apresentavam alegações relacionadas a benefícios para atletas e praticantes de atividades físicas sem respaldo científico.
Entre as promessas estavam a alta concentração de magnésio e a capacidade de prevenir cãibras e fadiga muscular durante ou depois de exercícios intensos. Também foram identificadas alegações relacionadas à reposição de eletrólitos, melhora da hidratação celular e recuperação mais rápida após os treinos.
“Milhares de famílias pelo mundo relatam mudanças em energia, sono, digestão e disposição. Não é coincidência – é o corpo recebendo o que sempre precisou e nunca encontrou no sal refinado”
O e-commerce ainda cita que os produtos são acompanhados de “sódio, magnésio, potássio, cálcio, cloretos – e mais de 79 elementos”.
De acordo com a Anvisa, esse tipo de alegação não é permitido para produtos da categoria quando não existem evidências científicas que comprovem os efeitos anunciados.
“Além da veiculação de propagandas não permitidas, como ‘sal marinho integral com concentração elevada de magnésio – desenvolvido para atletas que precisam de reposição mineral real durante e após o esforço físico intenso’ com as alegações ‘evita câimbra e fadiga muscular’ e indicação para ‘reposição mineral durante treinos longos e provas”
Para a Anvisa, as informações divulgadas poderiam induzir consumidores ao erro, principalmente pessoas que procuram produtos com supostos benefícios relacionados à suplementação mineral e ao desempenho esportivo.
A ausência de regularização também significa que os produtos não foram submetidos à avaliação sanitária necessária antes de chegarem ao mercado. Por isso, a agência determinou que as seis marcas sejam retiradas de circulação e que todas as formas de comercialização e divulgação sejam interrompidas.
A medida tem alcance nacional e deve ser cumprida por fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e demais responsáveis pela disponibilização dos produtos.
A orientação para quem comprou qualquer um dos produtos incluídos na determinação é interromper imediatamente o consumo.
A fiscalização continuará sendo realizada pelos órgãos de vigilância sanitária, inclusive sobre produtos comercializados por meio de plataformas digitais. Novas apreensões e proibições poderão ocorrer caso outros produtos irregulares sejam identificados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bandab.com.br — o conteúdo pertence a Banda B.