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Saúde bucal precária aumenta risco de doença renal crônica, diz pesquisa

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Saúde bucal precária aumenta risco de doença renal crônica, diz pesquisa

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Quem mantém a saúde bucal em dia pode exibir um sorriso bonito e, talvez até sem saber, colher benefícios em outra parte do corpo: os rins. Na mesma proporção, o descuido com a boca pode ocasionar problemas com o sistema renal. Essa associação é a conclusão de uma pesquisa em andamento no Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia em Clínica Médica, da FMB (Faculdade de Medicina de Botucatu ) da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Entender essa relação é mais uma ferramenta na prevenção à doença renal crônica (DRC) , a perda irreversível e progressiva do funcionamento dos rins, que afeta cerca de 10% da população, ou 20 milhões de brasileiros. Por isso, são frequentes as campanhas de conscientização, como a do Dia Nacional da Diálise, celebrado todos os anos no dia 27 de agosto.

O estudo, que é parte do doutorado de Lilian de Oliveira Silva Macêdo, baseou-se nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019. Realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em parceria com o Ministério da Saúde , a PNS coletou informações sobre as condições de saúde, hábitos de vida e acesso a serviços de saúde de 279.382 brasileiros, representando uma população ponderada de mais de 209 milhões de pessoas.

A partir desse banco de dados, a pesquisadora selecionou os pacientes que declararam ter recebido o diagnóstico de doença renal crônica de um médico. E, posteriormente, as informações que esses mesmos indivíduos relataram sobre a própria condição de saúde bucal. O trabalho foi orientado pelo médico nefrologista Luis Gustavo Modelli de Andrade, docente do Programa de Pós-graduação em Fisiopatologia em Clínica Médica e chefe do setor de transplante renal do Hospital das Clínicas da FMB.

Em comparação com indivíduos que avaliaram a saúde bucal como boa, aqueles que a classificaram como regular apresentaram 1,63 vezes mais chances de apresentar DRC. Já os brasileiros que informaram saúde bucal ruim apresentaram chance 2,02 vezes maior de relatar a doença, mesmo após ajustes estatísticos de idade, sexo, raça e comorbidades como hipertensão e diabetes . Os resultados foram publicados na revista BMC Publica Health.

Para complementar a análise, os pesquisadores ainda avaliaram outras três dimensões complementares da saúde bucal: a estrutural, representada pela perda dentária ; a funcional, pela dificuldade de alimentação em razão de problemas bucais; e a comportamental, avaliada pela frequência de escovação . Em todas, a associação com a doença renal crônica se manteve.

Por exemplo, indivíduos que informaram a perda de dentes superiores e inferiores têm chance 30% maior de ter DRC. Aqueles que relataram dificuldade intensa ou muito intensa para se alimentar apresentaram o dobro de chance de ter DRC em comparação aos que não têm essa dificuldade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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