Justiça condena gerentes de banco por estelionato após golpe de R$ 1,3 milhão em médica de Rio Preto
Operação Cyberconnect na região de São José do Rio Preto (SP) Divulgação / Polícia Civil Quatro integrantes de uma organização criminosa foram condenados pela Justiça de São José do Rio Preto (SP) por estelionato e participação em grupo criminoso após aplicarem um golpe de R$ 1,37 milhão contra uma médica moradora da cidade.
Entre os condenados estão dois gerentes de banco, que foram acusados de facilitar a movimentação do dinheiro desviado e de receber propina para liberar as transações.
O g1 tenta contato com a defesa dos sentenciados. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Conforme a sentença da 4ª Vara Criminal da Comarca, os réus receberam penas individuais de oito anos e dois meses de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa pelos crimes de estelionato eletrônico e organização criminosa.
A Justiça também determinou o pagamento de R$ 1,27 milhão como valor mínimo para a reparação dos danos à instituição financeira lesada.
A prisão dos condenados foi realizada durante uma operação da Polícia Civil de Rio Preto em abril de 2025.
Polícia Civil de Rio Preto prende 75 envolvidos em crimes cibernéticos À época, foram apreendidos celulares, computadores, cartões, documentos, veículos (muitos deles de luxo), além da realização de bloqueios e sequestros de bens.
Segundo as investigações do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) em São José do Rio Preto, foram 21 mil registros de golpes.
Entenda o golpe Polícia Civil de Rio Preto (SP) realiza operação para combater crimes cibernéticos no interior de SP e capital Polícia Civil/Divulgação As investigações apontam que o crime ocorreu em 28 de agosto de 2024.
Conforme a corporação, a vítima recebeu a ligação de golpistas que se passaram por funcionários de uma instituição financeira.
Com a falsa justificativa de que a Polícia Federal realizava uma operação para apurar uma invasão hacker em suas contas, os criminosos convenceram a médica a realizar transferências de "proteção" que somaram R$ 1,37 milhão.
Durante a ação, quando a vítima avisou aos suspeitos que a bateria de seu celular estava no fim, os golpistas compraram e enviaram um carregador ao hospital onde ela trabalhava para mantê-la na linha até a conclusão das transações.
O avanço do trabalho investigativo revelou a participação direta dos gerentes bancários no esquema.
Segundo a decisão judicial, eles mantinham relacionamento contínuo com a quadrilha e atuavam liberando rapidamente as operações financeiras.
Pela facilitação das transações no caso da médica, a dupla recebeu R$ 100 mil em propina.
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