Os riscos do remédio para insônia mais consumido no Brasil
Anvisa mudou regras para tornar venda do Zolpidem mais restrita Reprodução/TV Globo Na manhã de 29 de junho de 2022, o médico Vitor Piva, de 34 anos, enfrentava dificuldades para dormir após voltar de um plantão em um hospital de São Paulo.
"Tinha muito barulho, por causa da construção de uma linha de metrô", conta.
Ele precisava descansar, porque trabalharia em mais um plantão naquela noite.
Piva fez o que era rotina nos dias insones: tomou um comprimido de zolpidem.
Ainda sem conseguir dormir, tomou mais um, depois outro, outro… e apagou.
"Até onde me lembro, tomei quatro", conta à DW.
O médico só acordou dias depois, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
A sobrevivência dele foi considerada um milagre.
Na cama do hospital, após diversas cirurgias, amputação da perna direita e sem conseguir enxergar, Piva descobriu o que havia acontecido: ele caiu da sacada do sétimo andar do apartamento em que morava.
A Polícia Civil de São Paulo investigou o caso, que a princípio foi tratado como suspeita de tentativa de suicídio.
"Eu sabia que não tinha tentado me matar, mas não sabia o que tinha acontecido", conta o médico.
"Era uma sacada pequena e baixa, mas não sei exatamente como caí", completa.
Médico alerta para uso do zolpidem sem orientação Três meses depois da queda, as autoridades policiais arquivaram o caso.
Elas concluíram que não havia sido tentativa de suicídio, muito menos crime.
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