Dentista influencer indiciada por lesões em pacientes tem registro cassado pelo CRO-ES após nova denúncia
Dentista influencer é indiciada por lesão corporal após pacientes ficarem deformadas O Conselho Regional de Odontologia (CRO) do Espírito Santo cassou o exercício profissional da dentista e influencer Mariana Laranja, indiciada pela Polícia Civil com o sobrinho e sócio, Nathan Laranja Roeder Holz, após pacientes relatarem deformidades, infecções graves e complicações permanentes depois de procedimentos realizados em uma clínica de Vila Velha, na Grande Vitória.
A decisão, a qual o Gazeta Meio Dia (TV Gazeta) e g1 tiveram acesso, também suspendeu as funções profissionais da clínica da dentista por 30 dias e teve como base uma nova denúncia.
A defesa de Mariana Laranja foi procurada, mas não se pronunciou até a publicação da reportagem. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O pedido da cassação foi feito por uma paciente que sofreu lesões graves após a realização de um ultrassom microfocado em abril do ano passado — no documento, o CRO afirma que Mariana deixou de zelar pela saúde e dignidade da paciente e negou o acesso dela ao próprio prontuário, descumprindo, assim, os deveres do responsável técnico.
A cassação, no entanto, ainda não tem efeito prático.
Para que a dentista seja efetivamente impedida de atuar, é necessário que a decisão seja confirmada pelo Conselho Federal de Odontologia.
Por nota, o CRO informou que Mariana foi oficialmente notificada da cassação no dia 9 de agosto e tem um mês para recorrer.
Somente após o fim do prazo do recurso é que o processo será enviado à esfera federal.
Questionado sobre o funcionamento da clínica, a entidade disse que ''as informações relativas aos processos estão igualmente submetidas ao sigilo previsto na legislação, não sendo possível divulgar detalhes sobre sua tramitação ou conteúdo" (veja a nota na íntegra abaixo).
Entenda a decisão No documento que determina a cassação, o CRO afirma que a paciente sofreu queimaduras de segundo grau no pescoço e que a dentista não cuidou das lesões de forma adequada.
O conselho afirma, ainda, que fez buscas no sistema do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e encontrou outros processos envolvendo Mariana e sua clínica e que, após a repercussão do caso, outras mulheres procuraram o CRO para formalizar denúncias semelhantes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.