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‘Buscamos mostrar diversidade’, diz curador do 1º pavilhão brasileiro na principal bienal da Ásia

Opera Mundi ·
‘Buscamos mostrar diversidade’, diz curador do 1º pavilhão brasileiro na principal bienal da Ásia

Com 35 jovens artistas de diferentes regiões e linguagens, a exposição Devorações do Amanhã – Brasil em rebento , com curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi, atravessa o oceano e leva diretamente ao público sul-coreano um mergulho na diversidade da arte contemporânea brasileira. Pela primeira vez na história, o país sul-americano ocupa um pavilhão próprio na Bienal de Gwangju , na Coreia do Sul, considerada uma das cinco mais importantes do mundo – ao lado de Veneza, Documenta, Whitney e Manifesta –, em sua 16ª edição.

“Eu percebi que o Brasil, ainda que fosse um país tão presente dentro das exposições centrais, não tinha um pavilhão próprio”, contou Nino, curador brasileiro radicado na Espanha e diretor de programação do Collegium em Arévalo, responsável por idealizar e articular a participação brasileira no evento há dois anos.

“A gente buscou mostrar a diversidade: não só de origens, mas também de linguagens e de poéticas. Não existe uma arte brasileira consolidada e única. O que existe são várias possibilidades”, explicou ele a Opera Mundi .

A exposição, que acontece entre 5 de setembro e 15 de novembro, é realizada no Gwangju History & Folk Museum, em Gwangju, uma cidade que foi palco de episódios históricos na luta pela democracia e que hoje é lembrada como um símbolo de resistência no país asiático. Segundo Nino, existem “chaves de conexão muito interessantes” entre o Brasil e a Coreia do Sul, países cuja “ferida colonial permanece viva”.

“Uma colonização que, enquanto período histórico, acabou, mas que ainda hoje está tão presente no dia a dia”, pontuou.

Vinicius Gerheim, de Minas Gerais, é artista visual e prepara sua obra inédita a ser apresentada na 16ª Bienal de Gwangju Divulgação/Vicente de Melo

O título da mostra Devorações do Amanhã – Brasil em rebento faz referência direta à tradição antropofágica do modernismo brasileiro, atualizada para o século 21: “devoração” como “metabolização das influências culturais”, agora menos voltada para o passado e mais para a construção de futuros.

A mostra conta, ao todo, com 87 obras individuais e inclui artistas de diferentes estados, como Adriana Varejão, do Rio de Janeiro; Manauara Clandestina, do Amazonas; Josi e Laís Miranda, de Minas Gerais; Maruan Sipert, do Rio Grande do Sul; Raiana Raio, de Pernambuco; Patrícia Abbott, de Brasília; entre outros. Também há artistas que transitam entre países, como Shinji Nagabe, nascido no Brasil, de família japonesa, e que viveu no Japão, na França e na Espanha; e Lucas Lugarinho, brasileiro radicado na Holanda.

“Para além da definição geográfica, buscamos artistas que habitam esse espaço Brasil e a partir daí criam seus trabalhos, independentemente de onde nasceram ou vivem hoje”, destacou Nino.

A artista Manauara Clandestina, natural de Manaus, apresenta na bienal a instalação têxtil Cobra Grande , desenvolvida em colaboração com seu irmão, o psicólogo e educador Henrique Torres, imigrante em Portugal. A obra, que usa redes de proteção civil e uniformes de trabalhador como suporte, aborda migração, memórias de infância e cosmologia amazônica.

“Pela primeira vez no meu trabalho, eu trago imagens e faço alusões à Amazônia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.

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