Furto de vírus na Unicamp: empresa de casal investigado apostava em vacinas orais para o agronegócio
Furto de vírus: imagens mostram retirada de amostras de laboratório da Unicamp Alvo de apuração por possível favorecimento por uso indevido de estrutura pública, a AgroTRIX, empresa dos pesquisadores Soledad Palameta Miller e Michael Edward Miller, investigados pela Polícia Federal (PF) por furto de vírus da Unicamp, foi criada com a proposta de desenvolver vacinas orais para o setor agropecuário.
Na ficha de projeto submetida à Inova, agência de inovação da Unicamp, e que integra o processo relativo ao caso, a AgroTRIX aposta no desenvolvimento de tecnologias de imunização que possam reduzir custos e facilitar a aplicação de vacinas em larga escala.
O projeto destaca o uso de conhecimentos avançados em virologia, biologia molecular e produção de imunobiológicos para criar produtos destinados ao agronegócio.
"Os fundadores têm extensa experiência em biotecnologia e vigilância epidemiológica de agentes infecciosos, o que os qualifica bem para compreender as necessidades e os desafios do mercado atendendo à crescente demanda por ferramentas mais eficazes e sustentáveis", diz um trecho do documento.
Uma das linhas de investigação busca esclarecer se a estrutura e os recursos científicos da universidade teriam sido utilizados para impulsionar o desenvolvimento tecnológico da startup, e o uso de conhecimento produzido em ambiente acadêmico em projetos com exploração comercial.
Furto de vírus na Unicamp: imagens mostram suspeitos retirando material de laboratório A apuração ocorre no contexto das investigações sobre o desaparecimento de amostras virais mantidas em laboratórios da Unicamp.
Amostras biológicas foram encontradas na cozinha do casal, durante buscas da PF.
No entanto, não há até o momento comprovação nos autos de que amostras desaparecidas tenham sido desviadas para beneficiar a AgroTRIX, nem de que tenha ocorrido favorecimento privado irregular.
O g1 tenta contato com a defesa do casal.
Sobre o caso, a Universidade Estadual de Campinas informou em nota que concluiu uma sindicância sobre o suposto furto e instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apuração de possíveis infrações cometidas pelos envolvidos nas ocorrências -- leia o posicionamento completo abaixo.
Onde as amostras foram encontradas Segundo os documentos do inquérito, a PF localizou materiais em três locais: 1.
Casa de Michael Edward Miller: seis caixas plásticas com divisórias, contendo microtubos com amostras biológicas e marcações manuscritas, foram encontradas no congelador da cozinha.
As fotos da PF mostram que havia uma embalagem de frango congelado no mesmo compartimento em que as amostras foram depositadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.