Veja como ajudar crianças crespas e cacheadas a construir uma relação positiva com a própria imagem
Cuidados com os fios, representatividade e liberdade para conhecer a própria textura podem contribuir para que meninos e meninas desenvolvam desde cedo uma relação mais positiva com o cabelo
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A relação com o cabelo começa muito antes de a criança conseguir explicar o que ele representa. No dia a dia, os cuidados feitos em casa, a maneira como os adultos falam sobre os fios e até as referências encontradas em desenhos, brinquedos e personagens podem influenciar a forma como meninos e meninas percebem a própria aparência.
Para crianças com cabelos crespos e cacheados, esse processo também envolve conhecer a própria textura e aprender que ela pode ser cuidada de diferentes maneiras. Para a cabeleireira Claudia Fernandes, uma das responsáveis pelo curso profissionalizante do Instituto Embelleze voltado aos cuidados com cabelos crespos e cacheados, essa construção passa pelo acesso à informação, mas também pelo reconhecimento.
“Minha mãe sempre cuidou muito bem do meu cabelo. Eu era aquela criança que estava sempre com o cabelo impecável. Existia muito cuidado, muito carinho e muitos rituais dentro de casa. Mas, ao mesmo tempo, eu quase nunca conheci meu cabelo em sua textura natural. Ele passou por henê, relaxamentos, permanente afro e outras formas de transformação”, conta.
A experiência fez com que Claudia Fernandes passasse a olhar de outra maneira para a relação das crianças com os próprios fios. Segundo ela, não se trata de desconsiderar os cuidados recebidos na infância, mas de reconhecer que as referências disponíveis naquele período eram diferentes. “O que faltava também era representatividade . Eu não me lembro de encontrar com facilidade princesas, bonecas ou personagens que me fizessem pensar: ‘Esse cabelo se parece com o meu’.”
Foi somente na vida adulta, durante o próprio processo de transição capilar, que a especialista passou a compreender melhor a sua textura. A experiência também mudou a forma como ela passou a orientar outras famílias. “Hoje, quando converso com mães e crianças, penso que é importante que elas conheçam o próprio cabelo e aprendam a cuidar dele, respeitando suas características.”
Cabelos crespos e cacheados apresentam diferentes padrões de curvatura e podem ter necessidades distintas. Por isso, segundo Claudia Fernandes, o primeiro passo é observar como o cabelo da criança se comporta naturalmente, em vez de tentar adequá-lo a um padrão específico.
“O cabelo infantil precisa ser respeitado como ele é. Antes de pensar em transformar, é importante conhecer a textura, entender como ela reage à água, à lavagem, à finalização e descobrir quais cuidados deixam os fios confortáveis e saudáveis.”
Na rotina, alguns cuidados simples podem ajudar a preservar os fios e tornar o momento de cuidar do cabelo mais tranquilo para a criança. Confira!
A frequência da lavagem deve considerar a rotina da criança, o couro cabeludo e o nível de oleosidade. O shampoo deve ser aplicado com movimentos suaves, evitando esfregar os fios de maneira agressiva. “Não é preciso esfregar o comprimento para limpar o cabelo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.