Mutirões e novos sistemas de gestão aperfeiçoam saúde
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, conversou com o podcast Na Íntegra, do Campo Grande News , sobre a evolução das iniciativas para ampliar a oferta de serviços de saúde, como mutirões de atendimento, e aperfeiçoar a regulação de pacientes e a distribuição de medicamentos.
Ele admitiu que o impasse com a Santa Casa para a formalização de um novo contrato segue sem avanços, cenário que, segundo o secretário, reforça a necessidade de viabilizar outros hospitais para reduzir a dependência da principal instituição hospitalar do Estado, referência em uma série de especialidades e serviços de maior complexidade.
Vilela apresentou os primeiros resultados do Vira CG Saúde, programa desenvolvido com auxílio de recursos federais.
São R$ 40 milhões em emendas parlamentares da bancada federal e outros R$ 20 milhões em recursos próprios destinados à ampliação de serviços especializados de diagnóstico e cirurgias.
O programa tem previsão de duração de um ano, com a realização de 24 mil procedimentos.
A intenção da Prefeitura é pedir aos integrantes da bancada federal que continuem destinando emendas parlamentares para manter o incremento dos serviços em 2027.
Vilela também mencionou a presença, neste mês, de uma carreta do Ministério da Saúde em Campo Grande, com oferta diária de exames de ultrassom e tomografia, sendo 60 de cada modalidade por dia.
A Prefeitura escolheu uma área central, na Esplanada Ferroviária, para instalar a estrutura.
A previsão é de cerca de 1.200 atendimentos.
Com a intensificação das chamadas de pacientes, a Prefeitura alerta os usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) para que mantenham os contatos telefônicos atualizados.
Segundo Vilela, as faltas chegam a 20%, situação que vai além da perda de uma oportunidade de atendimento para outro usuário, já que também pode atrasar o diagnóstico de quem deixou de comparecer.
O secretário aponta que a alta demanda é um cenário permanente e que os mutirões conseguem amenizar o problema, mas não resolvê-lo.
Entre os procedimentos com procura elevada estão cirurgias de hérnia, vesícula e joelho.
Com a demora no acesso aos serviços, muitas pessoas acabam recorrendo à Justiça, situação que resultou em bloqueios de R$ 40 milhões em 2025 para garantir procedimentos médicos, além de medicamentos, alimentação especial, fraldas e homecare .
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