Nova regra deve turbinar naturalizações; saiba quem pode virar brasileiro
A redução do limite de estrangeiros no Campeonato Brasileiro, aprovada nesta semana pelos clubes participantes das Séries A e B, deve produzir nos próximos meses uma onda de naturalização em massa de jogadores gringos que atuam por aqui.
De acordo com levantamento do "Blog do Rafael Reis" , pelo menos 21 atletas em atividade na primeira divisão nacional já cumpriram o requisito básico de quatro anos de residência contínua e ininterrupta no país para requerer a cidadania brasileira.
E esse grupo é composto por boa parte dos estrangeiros mais conhecidos e de maior destaque no futebol pentacampeão mundial: Erick Pulgar, Giorgian de Arrascaeta e Guillermo Varela (Flamengo), Gustavo Gómez, Joaquín Piquerez e Flaco López (Palmeiras), Agustín Canobbio e Yeferson Soteldo (Fluminense), Mathías Villasanti (Grêmio) e Jonathan Calleri (São Paulo).
Todos eles deixarão de ocupar vaga de estrangeiro no elenco dos seus respectivos clubes caso obtenham a cidadania brasileira, como já fez o zagueiro Walter Kannemann, capitão do Grêmio que é nascido na Argentina e joga por aqui desde 2016.
Vale frisar que jogadores que nasceram no Brasil e depois passaram a defender outras seleções, como Jorginho (Flamengo), Maurício (Palmeiras) e Carlos Coronel (São Paulo), ou que possuam passaporte brasileiro por causa dos seus antepassados, caso de Andreas Pereira (Palmeiras) e Niclas Eliasson (Internacional), já são tratados como atletas locais na inscrição do Brasileirão.
O processo mais simples e tradicional de obtenção de cidadania brasileira prevê que o estrangeiro tenha no mínimo 18 anos, viva no Brasil de maneira contínua e ininterrupta há quatro, tenha capacidade de se comunicar em português e não possua condenações na esfera criminal (ou já tenha cumprido integralmente a pena).
O prazo de residência no território brasileiro pode ser reduzido em casos especiais.
Por exemplo, caso o estrangeiro seja de um país lusófono (que fala português), ele pode solicitar a nova cidadania depois de somente um ano vivendo no Brasil. Essa regra se aplica, por exemplo, ao lateral direito Cédric Soares (São Paulo) e ao atacante Nuno Moreira (Vasco), ambos portugueses.
O mesmo vale para gringos que casados com conjugês brasileiros ou que tenham filhos de cidadania brasileira.
A partir do próximo ano, haverá uma redução gradual no número de estrangeiros que cada time pode relacionar por jogo do Brasileirão.
Atualmente, esse limite é de nove atletas. Em 2027, cairá para oito. No ano seguinte, para sete.
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