Processo contra Meta coloca futuro do Instagram e Facebook sob pressão
A Meta começa a enfrentar, nesta terça-feira (18), um julgamento federal que pode impor uma das maiores consequências financeiras e operacionais já cogitadas contra a empresa .
Procuradores-gerais de quatro estados dos EUA acusam a companhia de ter desenvolvido Instagram e Facebook de modo a estimular o uso compulsivo por adolescentes e pedem até US$ 1,4 trilhão em indenizações.
O processo também busca mudanças no funcionamento das plataformas.
Entre as medidas solicitadas estão maior controle sobre a idade dos usuários, alterações nos sistemas de recomendação, restrições a notificações e o fim da rolagem sem término dos conteúdos.
A disputa ocorre em meio a uma série de ações judiciais movidas nos Estados Unidos contra empresas de redes sociais por possíveis danos a crianças e adolescentes.
Para os estados, o modelo de funcionamento dessas plataformas contribuiu para problemas de saúde mental entre jovens.
A Meta rejeita as acusações e sustenta que as alegações não demonstram danos reais.
O que está em jogo no julgamento Meta enfrenta novo processo judicial – Imagem: Sergei Elagin/Shutterstock A ação que chega ao tribunal federal em Oakland foi apresentada pelos procuradores-gerais da Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey.
O processo acusa a Meta de buscar aumentar a permanência dos adolescentes em seus serviços enquanto, paralelamente, procurava transmitir a pais e autoridades a percepção de que os produtos eram seguros para esse público.
A ofensiva judicial não se limita à cobrança financeira.
Os estados querem que a empresa altere elementos que fazem parte da experiência cotidiana dos usuários.
Entre as medidas estão mecanismos mais rigorosos para verificar a idade, a exclusão de algoritmos de inteligência artificial treinados com dados de crianças e a interrupção da rolagem contínua dos feeds.
Outras modificações aparecem nas demandas apresentadas nos processos descritos pelas reportagens.
Estão entre elas a verificação parental para adolescentes, a retirada de determinadas ferramentas de alteração de imagens, o encerramento da reprodução automática de vídeos, a limitação da criação de várias contas e restrições a conteúdos que desaparecem, como os Stories.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em olhardigital.com.br — o conteúdo pertence a Olhar Digital.