Bastidores: desgaste e mudanças táticas minaram relação de Seabra no Coritiba
Coritiba perde com gol no fim e chega a sete jogos sem vencer A demissão de Fernando Seabra do Coritiba, anunciada nesta terça-feira, foi resultado de um processo que se intensificou nos bastidores nos últimos meses.
Na avaliação do departamento de futebol, liderado por William Thomas, treinador e jogadores já não estavam em sintonia, o que comprometeu a continuidade do trabalho na reta final do Campeonato Brasileiro.
Pedro Morisco lamenta derrota para o Grêmio: "Cem minutos de jogo e a gente dorme no 98" 🗞️ Leia mais notícias sobre o Coritiba ✅ Clique aqui e siga o canal ge Coritiba no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Apesar do respeito pelo profissional e pelo trabalho desenvolvido durante a temporada, a comissão técnica perdeu capacidade de mobilizar parte do elenco, especialmente a partir da pausa para a Data Fifa de setembro.
Mudanças táticas Um dos pontos de inflexão foi a tentativa de tornar a equipe mais propositiva.
Depois de construir boa parte da campanha com uma postura reativa, baseada na organização defensiva e nas transições rápidas, Seabra buscou dar ao time mais controle das partidas.
A estratégia, porém, não apresentou a resposta esperada.
As goleadas sofridas para Vasco, por 5 a 0, e Fluminense, por 4 a 0, evidenciaram as dificuldades da equipe e aumentaram a pressão sobre o treinador.
Na sequência, Seabra tentou retomar o modelo que havia sustentado o desempenho alviverde no primeiro turno, com maior proteção defensiva e aposta nos contra-ataques.
A mudança não foi suficiente para interromper a queda de rendimento.
Nos bastidores, a alternância entre propostas táticas passou a ser vista como um obstáculo à consolidação de um padrão de jogo.
A equipe precisava assimilar diferentes orientações sem transformar os ajustes em regularidade dentro de campo.
Após o empate por 1 a 1 com o Botafogo, em outubro, Seabra explicou publicamente a adoção de um bloco defensivo mais baixo para reduzir os espaços e devolver segurança ao time.
Fernando Seabra, treinador do Coritiba Hedeson Alves/AGIF Estilo de treinamento Além das questões táticas, o método de trabalho de Seabra passou a incomodar parte do elenco.
Relatos de bastidores apontam descontentamento com a condução das atividades, consideradas excessivamente metódicas por alguns jogadores.
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