EUA impõem sanções a Tomoko Akane, presidente do Tribunal Penal Internacional
Trump diz que Ormuz é território americano em postagem Os Estados Unidos sancionaram, nesta terça-feira (18) Tomoko Akane, presidente e juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI), em mais uma medida do governo Donald Trump contra integrantes da corte.
Japonesa, Akane ocupa a presidência do tribunal desde 2024.
A decisão fou publicada pelo site do departamento do Tesouro dos EUA.
O órgão também sancionou Abdoulaye Seye, funcionário do gabinete da procuradoria do TPI envolvido em investigações relacionadas à questão palestina.
As sanções podem restringir o acesso dos alvos a bens, serviços e transações sob jurisdição americana. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 🔍 O Tribunal Penal Internacional (TPI) é uma corte sediada em Haia, na Holanda, responsável por julgar pessoas acusadas de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crime de agressão.
Criado pelo Estatuto de Roma em 1998, a corte atua quando os países não conseguem ou não demonstram disposição para investigar e punir os suspeitos por conta própria.
Diferentemente de outras cortes internacionais, o TPI julga indivíduos, e não Estados ou governos.
As medidas fazem parte da ofensiva de Trump contra o tribunal.
Em 2024, a corte de Haia emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant, por ações relacionadas à guerra na Faixa de Gaza.
Israel e os Estados Unidos não reconhecem a jurisdição da corte.
O governo americano afirma que as ações de Haia contra autoridades dos EUA e de Israel são ilegítimas e representam uma interferência na soberania nacional.
Desde 2025, Washington já impôs medidas contra diversos juízes e integrantes da promotoria do tribunal, em uma campanha para pressionar a instituição e limitar suas investigações.
A escalada faz parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump para enfraquecer a atuação do TPI, especialmente em casos que envolvam cidadãos americanos ou aliados estratégicos dos Estados Unidos.
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante uma coletiva de imprensa na cúpula da OTAN, em Haia, Países Baixos, em 25 de junho de 2025.
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