Rio reúne 82% das plataformas de petróleo e vive retomada do setor naval
O Rio de Janeiro concentra o maior parque naval do Brasil, reunindo 24 dos 49 estaleiros nacionais e 66 mil dos 181 mil empregos relacionados às atividades navais. Além disso, abriga 82% das plataformas flutuantes (FPSO) voltadas à exploração e produção de petróleo e gás natural em operação no País. Considerando toda a estrutura nacional, os polos industriais têm capacidade produtiva de aproximadamente 554 entregas anuais, considerando atividades de construção naval, reparo, docagens, fabricação de módulos e descomissionamento. Contudo, a demanda efetiva observada nos últimos anos permanece significativamente inferior à capacidade instalada. Os dados fazem parte da 7ª edição do Panorama Naval no Rio de Janeiro, divulgado nesta terça-feira (18) pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).
A competição com outras regiões globais de grande tradição na indústria naval e a adequação do regime tributário para viabilizar atividades correlatas, como o descomissionamento de plataformas de petróleo, estão entre os desafios mapeados.
O descomissionamento de ativos de petróleo e gás, o desmantelamento de embarcações e o desenvolvimento da cadeia de energia eólica aparecem na publicação como novas frentes de atuação para os estaleiros brasileiros. Na região Sudeste, por exemplo — em especial no estado do Rio de Janeiro —, concentram-se sete projetos de eólicas offshore, com potência total de 15.509 MW, em processo de licenciamento ambiental, com a necessidade de 1.034 turbinas, destaca o material produzido por 19 instituições públicas, empresas e entidades setoriais.
Ainda assim, o material reforça que o mercado vive um cenário promissor de retomada e crescimento. O planejamento estratégico da Petrobras prevê, em seu Plano de Negócios 2026-2030, investimentos totais de US$ 109 bilhões, dos quais aproximadamente US$ 9,7 bilhões serão destinados às atividades de descomissionamento.
A estatal também prevê, no âmbito do Programa Mar Aberto, a construção de 96 novas embarcações até 2032, com investimentos estimados em R$ 32 bilhões na indústria naval brasileira. O programa contempla a construção de 40 embarcações de apoio marítimo, 20 navios de cabotagem, 18 barcaças e 18 empurradores.
Na indústria de transformação, os projetos mapeados totalizam R$ 38 bilhões, com destaque para o Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil).
O mercado de operação e manutenção também se destaca, com cerca de 170 unidades de produção instaladas, sendo 77 em operação, além de uma frota de aproximadamente 475 embarcações de apoio marítimo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.