Pastor de igreja Presbiteriana de Pinheiros é afastado após acusação de assédio
O reverendo Arival Dias Casimiro, pastor da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo, pediu licença de suas funções após ser acusado de assédio e abuso espiritual por uma ex-funcionária e fechar um acordo na Justiça. Segundo a igreja, o afastamento foi solicitado pelo pastor no sábado, 12, em comum acordo com o Conselho.
Em documento apresentado pela ex-funcionária, ela afirma que os episódios ocorreram durante o período em que trabalhava na Junta Missionária de Pinheiros (JMP), ligada à igreja. A IPP afirmou que o pastor recebeu medida disciplinar após apuração e reconheceu como inconvenientes mensagens enviadas à ex-funcionária. Procurado, Casimiro não retornou.
A ex-funcionária relata que, embora não trabalhasse diretamente com Arival, o pastor passou a procurá-la com frequência no ambiente de trabalho para abraçá-la e fazer comentários sobre sua aparência. Segundo o relato, ele sugeria repetidamente que ela usasse maquiagem e roupas mais curtas para chamar atenção e fazia comentários sobre o que ela vestia.
Entre as mensagens, Arival afirmava "você mexe comigo" e sugeriu, mais de uma vez, que os dois se encontrassem fora da igreja, no hall social do prédio onde ele morava, para conversar sobre o que ele sentia por ela. A ex-funcionária pediu que não recebesse mais esse tipo de mensagem e, dias depois, solicitou seu desligamento da JMP.
Ela afirmou ainda que, mesmo depois de deixar o trabalho, continuou frequentando cultos nos quais Arival não pregava. Ela diz que o pastor continuou a abordá-la nos espaços da igreja e que, posteriormente, deixou de frequentar os cultos e de participar do ministério infantil.
Segundo o relato da ex-funcionária, integrantes da administração foram informados sobre o caso e houve uma reunião no gabinete pastoral. Ela afirma que Arival pediu perdão durante o encontro, disse que havia "caído num laço do inimigo" e que teria "invertido os papéis".
A ex-funcionária afirma que manteve a decisão de deixar a JMP. Segundo o documento, a administração concordou em realizar sua demissão sem justa causa.
Em nota, a Igreja Presbiteriana de Pinheiros afirmou que houve um processo judicial encerrado por acordo homologado pela Justiça. Segundo a instituição, as duas partes reconheceram, "de maneira expressa e restrita", que determinadas mensagens relacionadas ao episódio foram "inoportunas, inadequadas e infelizes".
A igreja também informou que o caso foi analisado no âmbito eclesiástico pelo Presbitério de Pinheiros e que, após a análise dos argumentos das partes, foi aplicada uma medida disciplinar a Arival.
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