Borges: Bolsonaristas veem Dino querer tratar Brasil 'como grande Maranhão'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Na visão de bolsonaristas, o ministro Flávio Dino quer tratar o Brasil "como se fosse um grande Maranhão" ao autorizar uma operação da Polícia Federal contra um aliado de André Mendonça, afirmou o colunista Alexandre Borges no Pulso Político , do Canal UOL.
O ministro pediu à PF para que fizesse uma busca e apreensão contra o deputado federal Cezinha da Madureira (PL-RJ) , acusado de tentar influenciar ministros da Corte a votarem de acordo com interesses de determinados clientes.
Fui checar como essa informação bateu nos bolsonaristas, porque sabemos que Mendonça, nos últimos dias, foi virando esse ícone. Quase todos os perfis bolsonaristas o defendiam e pediam orações ao ministro.
Somente no movimento evangélico, especificamente, há uma defesa muito apaixonada de Mendonça. Então, qualquer coisa que chegue perto dele, é claro que reverbera na militância entre os bolsonaristas.
Eu perguntei como eles estão lidando com isso e ouvi algo muito curioso de uma fonte com quem eu acabei de conversar. Ele fez o seguinte comentário: 'Acho que o Dino quer tratar o Brasil como um grande Maranhão. Da mesma maneira como lida com seus desafetos lá, ele está querendo amplificar para o Brasil'. Alexandre Borges, colunista do UOL
Borges chamou a atenção para a relação entre o parlamentar e o meio evangélico.
Há realmente muita coisa para ser explicada pelo Cezinha da Madureira. Além de todas as ligações que o deputado tem, ele também tinha relações muito próximas com o AGU, Jorge Messias.
Cezinha fez uma campanha aberta, muito pesada, mas malsucedida Messias acabou não sendo aprovado para o STF, mas o Cezinha participou e lutou muito pela indicação.
Ele tem uma relação funcional, ou vamos dizer, vertical, com o governo federal, com Lula, e essa relação horizontal com o meio evangélico, que pega André Mendonça e agora Cezinha da Madureira. Alexandre Borges, colunista do UOL
Na operação de hoje, foi possível ampliar a já farta documentação que comprovaria a atuação extracurricular de um deputado do PL que não é advogado, mas que recebia dinheiro de escritório de advocacia para levar os pleitos de pessoas enroladas a gabinetes do STF, valendo-se ou de sua proximidade pessoal, como é o caso dos ministros Nunes Marques e André Mendonça, ou de sua posição política, como é o caso do também ministro Gilmar Mendes. Daniela Lima, colunista do UOL
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